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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Exclusivo: A defesa do deputado do castelo

A Primeira Vítima tem acesso com exclusividade à integra da defesa

Edmais Bobeira, durante momento de profunda reflexão


Por Olvídio Mor Horelhãns

Atender a base, fomentar a cultura nacional e melhorar o nível da comunicação no país. Eis os três pilares da defesa do deputado Edmais Bobeira (ex-Demô e atualmente sem partido, mas com lenço e documentos para provar definitivamente sua inocência). A Primeira Vítima teve acesso com exclusividade à íntegra da defesa.

A Corregedoria da Câmara dos Despudorados notificou Bobeira na terça-feira para prestar esclarecimentos. Ele esteve ausente por quase um mês ausente. Os documentos serão apresentados ainda essa semana ao órgão. Se os argumentos forem aceitos, Edmais mantém o cargo. Caso contrário, tchau.

“A argumentação é simples. É público e notório que os parlamentares estão encastelados em Brasília. Ninguém mais toma conhecimento do que acontece no Brasil. Já o Bobeira, que não é bobo nem nada, decidiu construir um castelo na sua base justamente para melhor atender seus eleitores. Não há nada de errado nisso”, explica o advogado do deputado, Papus Furado, do escritório Enrolamos como Podemos & Associados.

Com relação ao fomento à cultura, o Furado diz que as dependências do estabelecimento seriam utilizadas por uma emissora educativa para produzir um seriado de grande sucesso. “Não íamos cobrar nada por isso. A satisfação é nossa em receber artistas no local.” A Primeira Vítima apurou que o pessoal do Castelo Ra-Tim-Bum não tem nada a ver com isso.

Por fim, a defesa alega que o deputado iria oferecer o castelo às mais variadas revistas de celebridades. “O objetivo era ampliar o leque de opções para produções de material jornalístico com famosos em um ambiente original”, conta Furado. “Uma revista com a maior Caras de Pau fez uma excelente oferta. Estamos estudando ainda.”

Cortina

Já no finalzinho da entrevista com o advogado de Bobeira, o nobre deputado saiu detrás das cortinas do escritório para dar uma palavrinha à Primeira Vítima. “Sou fã de vocês. Não poderia deixar de prestigiar”, diz, visivelmente emocionado.

“Anota aí: como sou o único parlamentar que já atendeu totalmente a base, resolvi vender o castelo, oras, bolas. É o mínimo que um político correto deve fazer. Detesto clientelismo. Anotou? Ok. Ah, e tem mais: sou inocente e não vou perder o meu mandato.”

Um assessor, que ganhara milhares de fio de cabelos brancos em poucas semanas e que acompanhava o parlamentar atrás das cortinas, sorri e faz sinal de positivo para o patrão.

Bobeira se empolga. “Não me deixem só.” O assessor bate com a mão na cara e sinaliza que a entrevista deve ser encerrada imediatamente, o que a reportagem entende e acata prontamente. “Porra, ele tava indo tão bem. E manda uma dessa. Eu já orientei que essa não pega bem, mas ele insiste.”

O castelo

A vida de Edmais Bobeira ficou de pernas para o ar após eleger-se decentemente segundo-vice-presidente da Câmara dos Despudorados. De brinde, também recebeu o cargo de corregedor da Casa. Ele, então, seria o responsável por zelar pela ética, a moral e os bons costumes de seus pares.

Porém, uma singela denúncia fodeu tudo. Bobeira colocara à venda um castelo com torres de até oito andares e 36 suítes pela bagatela de R$ 25 milhões. Com traços europeus, a construção está localizada São João Nepomuceno, no interior de Minas Gerais, base eleitoral do ainda deputado. A mancada é que ele declarou à Justiça Eleitoral possuir apenas uma casa e um terreno avaliados em R$ 17,5 mil.

Posteriormente, a galera ficou sabendo ainda que ele também responde por fraudes e mais fraudes contra o INSS.

Em 2007, o Ministério do Respeitável Público Federal ofereceu denúncia (acusou formalmente), na moral, o deputado por apropriação ilegal contribuições ao INSS feitas por seus empregados em uma empresa de vigilância. A mesma empresa ainda não pagou um empréstimo de R$ 1,9 milhão ao Banco do Brasil Brasileiro.

A reportagem acha que ele nega os crimes. Acha.

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Pinel de Primeira: Aquilo roxo!!

O novo presidente, por ora, da Comissão



O ovo de serpente. “Ele não me convidou para uma pelada naquele maravilhoso gramado, então eu resolvi cagueta mesmo”, disse um ressentido colega do então diretor do Senado, Agraciado Mais, que deixou o cargo após denúncias de ocultamento de uma mansão avaliada em R$ 5 milhões, com piscina em forma de taça e um campo de futebol de fazer inveja a muito clube grande do país.

Fenomenal. Um seleto grupo de parlamentares jantava em um não menos seleto restaurante de Brasília quando um deles resolveu filosofar diante da estreia de Romualdo, o Fenômeno, com a camisa, shorts, e meião do Curintchia nesta quarta-fera. “Ele é que nem a gente: pode dar a bosta que for que sempre tá de volta.” Os presentes brindaram com vinho importante a frase do dia.

Super Sincero 1. Na tentativa de melhorar a imagem, a ministra Vilma Duchef (Casa da Mãe Joana) se valeu de um rearranjo estético facial. Após as obras, ela colheu diversos comentários a respeito. Um deles, porém, a marcou. “O que você achou”, perguntou a um assessor. “Ficou quase horrível.” “Quase?”, surpreendeu-se, para perguntar novamente, “e como era antes?”. “Muito horrível”, disparou o ex-assessor.

Super Sincero 2. Atento às movimentações estéticas da ministra da Casa da Mão Joana, Vilma Duchef, sua principal rival para 2010, o governador de São Paulo, Josué Cerro, deu uma escapadinha até uma clínica a fim de descobrir suas reais chances de melhorias faciais. Respaldado pelos seus 30 anos de atuação, o cirurgião foi direto: “Não há dinheiro que dê jeito nisso”.

Data venia Gianecchini. O presidente do Supra-Sumo Tribunal que Fode (STF), Guiomar Mente, está arrancando suspiros de muitas funcionárias da Corte. Várias não escondem mais o sex appeal que o lindão desperta nelas em suas aparições na TV. “Eu adoro quando ele faz o estilo vesguinho durante as entrevistas. Dá uma vontade louca de morder aquela bochechinha sexy”, sussurrou uma delas.

Recordar é viver. O ex-presidente e atual senador Ferrando Cobra de Mello (PTrB-CE) saiu-se com essa assim que soube do resultado da votação que o consagrou presidente da Comissão de Infraestrutura da Casa. A disputa foi acirrada. Ele venceu por 13 a 10 a petista Idaí Save-se-Quem-Puder. “Eles se esqueceram que continuo tendo aquilo roxo”, afirmou, sacolejando o referido collorido.

Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Pinel de Primeira: Propostas radicais

Eleições para Câmara e Senado empolgam parlamentares

Por Olvídio Mor Horelhãns

Em Brasília não se fala em outra coisa: eleições. No caso, às presidências da Câmara e do Senado. No exercício pleno do acesso democrático aos meios de comunicação, A Primeira Vítima abre espaço aos quatro postulantes à presidência da Câmara e aos dois à do Senado a fim de divulgarem propostas e debaterem ideias (sim, a palavra é sem acento graças à porra do Novo Acordo Ortográfico).

Por uma questão de transparência, o noticioso informa que cobrou o preço de tabela. O desgraçado que não depositar a participação democrática até o final do expediente bancário de hoje será contemplado com singelas materinhas de denúncias e mais denúncias já a partir de amanhã. Simples assim.

Alto Consuelo (PC do B, do C e também do D-SP) – “Vou instalar o ‘presidente por um dia’ aqui na Câmara. É um programa para acomodar aliados. Foi muito legal quando o presidente Luiz Lulla fez isso comigo. Quero que os colegas experimentem a mesma emoção que eu já senti. Inesquecível, mesmo.”

Michael Treme (PMDoB-SP) – “Temendo as ameaças da patroa, prometo - sem deixar de manifestar o contragosto - limitar o número amantes por parlamentar. Precisamos ter mais energia às votações. A medida é pra sossegar o facho dos meus colegas. Tá demais.”

Osmar Serr’alho (PMDoB-PR) – “Para marcar posição contrária ao meu colega de partido, o nobre deputado Treme, vou criar o ‘auxílio viagra’ para injetar ainda mais ânimo nos colegas. Devemos liberal geral, de modo que o parlamentar possa gozar muuuuuuuuuuuuuito... o mandato na sua plenitude.”

Ciro Bobeira (PqP-PI, é isso mesmo que você pensou) – “Sou um moralizador, como a sociedade deseja. Criarei um índice de produtividade de atuação parlamentar, o IPAP. É simples: o deputado que afirmar que pensou em pensar um projeto de lei recebe 10% a mais no salário. Já aquele que pensar em algo, o índice dobrará.”

Garibaldo Aves (PMDoB-RN) – “Na busca pela minha legítima reeleição, quero dizer que irei defender o Senado com todas as minhas forças. Todas. Nenhum colega meu será devidamente esculachado pela imprensa impunemente. Jamais. Reagiremos com vigor a toda verdade publicada, doa a quem doer! (gosto de encerrar assim as minhas falas...)”

Tião Sacana (PTr-AC) – “Lutarei pela autonomia do Senado. Não devemos estar a reboque das medidas provisórias que vêm do Palácio do Planalto. Somos homens honrados, que conquistamos a duras penas nosso mandato. Mando um recado direto e firme ao presidente, como prova de minha total autonomia: Lulla, você é um bobão, comedor de sabão.”

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Exclusivo: Tapioca foi superfaturada

A Primeira Vítima revela detalhes da armação

No detalhe, a prova completa e acabada do crime: a tapioca

DO ENVIADO ESPECIAL

Esfomeada e com muita água na boca, a reportagem de A Primeira Vítima visitou o estabelecimento em que o ministro do Ex-sorte, Gastando Silva, adquiriu – sem licitação – e depois consumiu uma tapioca por R$ 8,30. Constatou-se que se trata de uma fraude.

O método investigativo foi simples. O repórter adentrou ao local com cara de quem não queria nada. Avaliou as instalações e sentou-se na melhor mesa. Em seguida, o garçom se aproximou, em seu primeiro dia de trabalho. “Bom dia. O senhor já escolheu?”

O repórter percebe a manobra de intimidação, mas não se intimida. “São 12h01. Portanto, é boa tarde que se fala!” O garçom sente o golpe. “O senhor tem razão...” E tenta contornar a situação valendo-se de um belo clichê. “Aliás, o freguês tem sempre razão!” O repórter se anima. Sente que é o senhor da situação.

E mais: percebe que sua linha investigatória está no caminho certo. Prossegue. “Qual é a especialidade da casa?” O sujeito, totalmente dominado, é categórico. “Tapioca.” O repórter mantém a serenidade facial, mas vibra por dentro. “Vou querer degustar uma delas.” (Utilizar o “por favor” no começo da frase nem pensar.)

Minutos depois, chega a iguaria. Uma delícia. O garçom pergunta. “Satisfeito, senhor?” O repórter percebe a nova manobra para tentar tirá-lo do foco da investigação e comenta: “Razoável”. O garçom demonstra novo abatimento.

O repórter, confiante, pede a conta. “Por favor, senhor, pode se dirigir ao caixa.” Desconfiado, a reportagem mantém a serenidade. Para completar sua investigação, utiliza o mesmo expediente do ministro: apresenta um cartão para pagar a conta.

“São oito reais”, diz o rapaz que está no caixa. O repórter identifica imediatamente a fraude. O ministro superfaturara o produto em 30 centavos. Perfeito. “Débito ou crédito?” “Débito.” “O senhor poderia me fazer uma notinha?” “Claro.” O procedimento leva 20 segundos. O instinto jornalístico fala mais alto. “Rápido, não?” “Eu sempre forneço nota fiscal. Tô acostumando.”

Já entrosado com o dono do estabelecimento, comenta: “Esteve aqui um senhor [descreve fisicamente o ministro], nem alto nem baixo, nem gordo nem magro, essas coisas. Ele é meu amigo e me disse que pagou R$ 8,30 pela tapioca.” E questiona: “O preço abaixou?”.

“Não, ele deve ter pedido para eu acrescentar os trinta centavos na nota.” O repórter delira por dentro, mas fica com cara de paisagem por fora. (Neste instante, ele pensa na promoção, prometida há 12 anos.) Despede-se, e ao chegar à esquina dá aquele famoso salto, batendo os dois calcanhares no ar.

Adentra à redação, radiante. Senta-se e senta o dedo no teclado. A matéria está pronta em 18 segundos, com título, linha fina, fotos, infográficos, especialistas ouvidos, com sabia mais, menos ou tanto faz. “Falta ouvir o outro lado”, lembra um desgraçado de um estagiário. “Putz, é mesmo.”

A reportagem liga para a assessoria do ministro torcendo para não atenderem. Atendem. Ele narra o que descobriu. “É bombástico”, finaliza. Assessores se agitam. Dois minutos depois, o ministro, pessoalmente, é quem fala com ele: “Por favor, não publique. Só quis ajudar o estabelecimento.”

Impassível, o repórter manda essa: “Já era. Perdeu. Perdeu.”. E publica, feliz, mais uma de suas tantas reportagens investigativas. Resultado final: o garçom foi demitido; no horizonte não há nem sombra da promoção; e o ministro continua firme e forte porque ninguém lê a porra deste blog, ops, portal de notícias.

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Ex-ministra será garota-propaganda de cartões

Sugestão partiu de assessores; "sem mágoas", diz a distinta

A ex-ministra, após assinar o contrato

DAS ILHAS JERSEY

Em sinal de total desprendimento, a ex-ministra Foimal Tilde aceitou prontamente convite para ser a mais nova garota-propaganda de uma rede de cartões de crédito (essa mesmo que cê tá pensando). O contrato foi assinado na sede oficial do conglomerado de A Primeira Vítima, nas Ilhas Jersey, badalado endereço no Canal da Mancha.

A Primeira teve acesso exclusivo ao roteiro do comercial. “Uma voz diz: Compras em free shop [a câmera mostra a distinta efetuando a aquisição com o cartão entre dois dedinhos da mão esquerda]: R$ 461,16; Jantares e almoços em restaurantes finos [close no cartão; a câmera recua lentamente em panorâmica do local onde a distinta está se empanturrando]: R$ 5.000; Aluguéis de carro [com os cabelos esvoaçantes, a distinta guia um belo conversível em uma paisagem paradisíaca]: R$ 110.000 mil; perder uma boquinha no governo [close nos olhos marejados da distinta]: tem um preço... Para todas as outras, cartões corporativos neles! [fim do reclame]”.

Tilde nega boatos de que a contratação tem sido tão-somente pela sua beleza. “As pessoas acham que sou apenas mais um corpinho. Esquecem-se do meu talento, que, até onde corresponde a soma, chega a R$ 171 mil neste ano”, rebateu a ex-ministra.

A reportagem apurou que a indicação para a nova função partiu de seus assessores. Os mesmos que ela apontou como responsáveis pela sua saída do governo, por não a terem orientado sobre o uso do cartão corporativo, o que causou o desligamento. Francamente...

“Não sou de guardar mágoas. O pessoal foi sempre muito gente fina comigo. Nas nossas baladas, eles sempre me diziam, bêbados, ‘a senhora é da hora!’”, confidenciou Tilde.

Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Crise mundial afetará Brasil, dizem analistas

A Primeira Vítima ouviu os principais nome da economia nacional

DA REPORTAGEM SENSACIONAL

A forte crise nos mercados internacionais deflagrada nesta segunda-feira (21) gera incertezas no Brasil. Para afastar-se das declarações oficiais – dever do jornalismo descompromissado, competente e sério –, A Primeira Vítima ouviu outras fontes na tentativa traçar um quadro sobre o futuro da nação. Os analistas divergem sobre conseqüências para o país.

“A queda do preço das commodities – como petróleo e ferro – deve afetar nossa balança comercial, reduzindo nosso superávit. Por outro lado, com a entrada de investimentos externos, o dólar deve cair, prejudicando ainda mais as exportações”, prevê Maria da Silva, 73, vendedora de amendoins no centro de São Paulo.

“A turbulência estadunidense está diretamente relacionada ao subprime [hipotecas de alto risco], o que deve desencadear uma readequação no mercado de crédito imobiliário, reduzindo a liquidez”, ponderou José Antônio da Silva, 48, porteiro na região da Itaquera, zona leste paulistana.

“A China é o país com maior número de ativos nos EUA, cujo consumo representa cerca de 70% PIB. Se esse consumo cai, os ativos se depreciam. Com isso, a China se enfraquece. O Brasil, por sua vez, sofrerá também, pois mantém estreita relação comercial com o país asiático. Portanto, precisamos rever imediatamente nossa estratégia internacional de vendas concentradas”, analisa João Carlos da Silva, 35, cobrador de ônibus.

“Todos aqui lembram dos dois principais erros de Alan Greenspan, que presidiu o Fed [O Banco Central norte-americano] por 18 anos. O primeiro foi não regular o mercado de hipotecas. O segundo, e mais cruel, foi o corte acentuado da taxas de juros americanos, dando a impressão de que a inflação havia recuado. Mô mancada, meu!”, descreve Ailton da Silva, 29, camelô na Praça da Sé, no centro.

“O resultado prático é o ‘moral hazard’ [Com ‘z’, seu animal! – explicando ao repórter com se grafa a palavra.], que é o risco moral de salvar investidores e instituições que se arriscaram em excesso no mercado de capitais norte-americano. Essa é, digamos, a herança maldita recebida pelo Ben Bernarke, atual presidente do Fed”, completou Antônio da Silva, 43, colega de Airton na Praça da Sé.

“O mercado interno está aquecido. Isso garante certa autonomia para as finanças nacionais, mas pode gerar pressão inflacionária. Para manter a meta de inflação, em torno de 4,5%, o Banco Central pode rever a política de taxas de juros, com um aumento de 0,75 ponto percentual já na próxima reunião do Copom [Comitê de Política Monetária], o que seria uma surpresa para o mercado interno, que prevê elevação máxima de 0,5 ponto, caso se mantenha esse cenário”, detalha Cleomar da Silva, 33, mecânico de autos.

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Planalto baixa pacote econômico

Cortes chegam a 20%; oposição demonstra receio

A filhota do ministro apóia as medidas do pai

O pai da filhota

DA REPORTAGEM LOCAL

Preocupadíssimo com a economia, o Planalto Central estabeleceu uma série de medidas para conter gastos. Trata-se de uma reengenharia administrativa para compensar as perdas com a não-aprovação da CPMF (Contribuição Para Mais Fanfarra).

O ministro econômico Pão Comântega detalhou com exclusividade à Primeira Vítima as principais ações. Uma delas é a diminuição de cinco para quatro gotas de adoçante no cafezinho da rapaziada. “Só aí teremos uma redução de 20%”, exaltou o ministro.

Outra ótima medida é a exigência de se fechar a porta em recinto com ar condicionado. “Embora seja extremamente agradável receber aquele arzinho gelado quando a gente passa diante de uma porta, isso de tem mudar”, ponderou Comântega.

O Planalto também exigirá que se apague a luz depois do fim do expediente. “O pessoal passa em frente ao Palácio ou à Esplanada e acha que a galera está trabalhando até tarde. Magina. Eles pensam que a gente é workaholic?”, indignou-se.

A área administrativa também contribuirá para a contenção de gastos. O uso dos post-it, por exemplo, será racionalizado. “As duas faces do papelzito deverão ser utilizadas”, ressaltou Pão. A Primeira Vítima questionou se essa medida se estenderia à utilização do papel higiênico. O ministro foi enfático: “Num força!”.

Oposição temerosa
A oposição demonstrou receio com as medidas. O temor é de que elas sejam adotadas nos outros três poderes: Legislativo, Judiciário e Midiático. “Os poderes são independentes entre si... [É isso mesmo, né? perguntou a um assessor, que confirmou]. Então, não tem essa”, expressou-se Artur Virgulino (PSDBr-AM).

Já as entidades mais importantes deste país manifestaram apreço pelo pacote. “O governo dá o exemplo. É isso que queríamos”, bocejou Paul Stafa, presidente da Fiespi (Federação das Infantilidades de São Paulo e Interior).

A CNId (Confederação Nacional dos Idiotas) também ressaltou as medidas. “O governo dá o exemplo. É isso que queríamos”, afirmou o presidente da entidade que não quis se identificar. A CUTr (Central Única dos Truta) foi na mesma direção: “O governo dá o exemplo. É isso que queríamos”, acrescentou um dirigente.

Apoio familiar
O ministro econômico recebeu importante apoio ao anunciar as medidas. A filhota, atriz e modelo Mary Comântega decidiu cortar o números de peças de roupa que utiliza no dia-a-dia. “A família é a base da sociedade, e devemos apoiar nossos pais”, filosofou.

Outro lado
A Primeira Vítima nega veementemente que faça uso de imagens sensuais para aumentar a já elevada audiência do noticioso. O primeiro lugar em acesso deve-se tão-somente ao fazer jornalístico de seus abnegados profissionais.

Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

Pinel de Primeira: Reforço estético

Robão Filho, durante aproximação política


Por Olvídio Mor Horelhãns

Filho de peixe 1. Futuro ex-ministro das Mina$ e Alegrias, Edyson Robão é só sorriso em Brasília. Não, não. Não é por causa da nomeação. O orgulho vem de seu rebento, Robão Filho, que em poucas semanas povoou as mais diversas manchetes. “Você verão quando ele assumir... a vaga no Senado”, comenta.

Filho de peixe 2. O herdeiro é o mais novo reforço estético da Casa. Isso, por outro lado, está suscitando ciuminhos em futuros colegas, sobretudo nos mais caidões. “Desse jeito, ele vai inflacionar o mercado de acompanhantes, pois, pra encarar a gente, elas vão pedir mais”, lamenta um parlamentar.

Serviço. Diretores d'A Primeira Vítima lançarão na próxima semana mais um serviço de ponta. O noticioso venderá, a preço de tabela, material midiático – como textos, vídeos e sonoras – aos colegas de todo o mundo. A classe agradece. Agora, será possível dedicar mais tempo ao msn e ao orkut.

Política redonda 1. Transbordando criatividade, a TV Pública promete mais uma das suas. Criará no segundo semestre uma mesa-redonda – no melhor estilo botequim lotado pós-rodada futebolística de domingo – para discutir... política. A consultoria técnica ficará por conta de A Primeira.

Política redonda 2. Contratações já começaram. Entre elas estão Juorge Kaju, contido apresentador, Minto Nasneves, conhecido negociante, Chico Lango, destacado pensador contemporâneo, e Renada Tan, estridente inteligência estética da TV nacional.

Visita de Primeira. Intenso colaborador desta humilde coluna com fofoca em diversas idiomas, o ex-presidente, ex-charmoso, e atual jogador de bingo incorrigível, Ferrando Henriquieto Caroço, foi recebido para um chá com bolachas. Estava acompanhado de tantos puxa-sacos, cuja lista ficou inviável publicar neste espaço.

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Bandidos devolvem Picaço de Suzane Bloch ao Masppin

Tela foi confundida com pôster de Silvestre Stalonne; presidente do museu critica falta de criatividade dos ladrões, que usaram ferramentas minimalistas para o crime

Um dos mais belos Picaços da fase azul e o Pinguço no fim de carreira

POR SAMEL WEIMAR*

A polícia encontrou na noite do dia 8 de janeiro os dois quadros roubados do Masppin, prendendo dois meliantes. “Resolvemos devolver o quadro porque vimos que não era o pôster do Silvestre Stalonne”, confessou um dos bandidos, afirmando também ser fã do filme Rock e que o quadro iria enfeitar a sala de ginástica de sua casa.

Sobre a tela de Portinary, roubada junto com o Picaço, o outro comparsa afirmou que a pegou “por achar o quadro muito bonito”, o que, para o delegado Juraty Longo, demonstra que eles não conhecem nada sobre arte: “qualquer um sabe que os quadros mais caros são os mais feios”, disse o polícia.

Quando soube da notícia da recuperação das obras, ainda na noite do dia 8, o presidente do Masppin ficou aliviado. “Estava sentindo muita falta do Picaço”, disse Júlio das Neves, “e também do Pôr-tira-e-ri”.

Gênio do crime com mentalidade subdesenvolvida
Perguntado pela reportagem d’A Primeira Vítima sobre não ter evitado o roubo, o presidente das Neves se disse surpreso: “todos sabem que os ladrões de museus entram pela cúpula de vidro do teto e descem por fios de nylon, eles não arrombam a porta da frente com um pé-de-cabra” comentou. “O Brasil é pobre até nisso”, suspirou, levando dois dedos à sobrancelha esquerda. Júlio confundiu os animais: foi usado um macaco hidráulico, não um pé-de-cabra.

Em parceria com a iniciativa privada, que viu que a coisa está brava mesmo, o museu reformulou todo o seu sistema de segurança. Foram doados 12 cadeados grandes, dois médios, uma tranca de correntinha para porta e um papagaio, totalizando R$ 215,70.

Em nota oficial, o governador de São Paulo Josué Serra enfatizou que não tinha nenhuma relação com o roubo, já que “os ladrões usaram um macaco-hidráulico, e nenhuma grade foi serrada no museu”. O prefeito NunKassabe se limitou a dizer estar surpreso e a levar dois dedos à sobrancelha esquerda.

Com uma dívida de mais de R$ 10 mi, o Masppin possui o mais importante acervo da América Latina. Os dois quadros roubados no último dia 22 de dezembro estão avaliados em R$ 100 mi. “Eu não ia vender não, só queria que o Stalonne olhasse eu treinando boxe”, disse o meliante preso, que também pode responder pelo crime de atentado violento ao pudor por tirar o Picaço para fora do museu.

* Samuel Weimar é colaborador d’A Primeira Vítima. Você também pode enviar o seu texto para APV clicando aqui ó.

Sábado, 12 de Janeiro de 2008

Para espanto geral, Disse-me-disse muda a cabeça

José Disse-me-disse surpreende toda a mídia com nova cabeça

Zona pensante do Zé

DA BARBEARIA DO ZÉ, UM OUTRO ZÉ

O ex-deputado cassado, esculachado, escrachado – e outros “ados” que alongariam o parágrafo -, ex-ministro e atual fanfarrão (pra ficar numa expressão da moda) José Disse-me-disse, decidiu, até que enfim, mudar a cabeça.

O ex-nobre deputado submeteu-se a uma cirurgia para avolumar a cabeleira. Embora o procedimento não garanta o preenchimento total da caixa craniana que, diga-se, é considerável, o rapaz se mostrou extremamente otimista com a empreitada.

“Eu não vejo a hora de fazer um moicano [clássico penteado, ícone de toda uma geração adorada de música de excelente qualidade]. É uma das maiores frustrações nos tempos do ministério”, confidenciou o ex-galã, numa nítida tentativa de puxar a conversa para a esfera política.

Demonstrando particular desenvoltura durante a entrevista à Primeira Vítima – veículo do qual é assinante desde as primeiras insanidades aqui publicadas –, Disse-me-disse se empolgou: “Como prova de minha evolução, depois do moicano, vou partir para um visual emo [moda de madeixas engraçadinhas entre paulistanos].

O ex-provocador de instintos mais primitivos em deputados de igual ordem de evolução protagonizou neste mês mais um fato midiático ao narrar peraltices de correligionários do PTr (Partido dos Truta) no Rio Grande do Sul, local fértil em macheza.

Além de contar várias piadas de gaúcho a uma revista bacaninha, o atual fanfarrão (já tô de saco cheio dessa expressão) cagüetou que a sede do PTr no Estado foi adquirida com malinhas recheadas de dinheiro tradicionalmente suspeito. Coisa que não é novidade, né galera. Daí, foi um falatório só.

A oposição, diante de tamanho descaramento, mostrou-se disposta a apurar o caso em nome da moralidade. Não vai dar em nada, né galera. E assim caminha a humanidade...

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Ex-bonecão da Vila César vira presidente do Senado

Poucos colegas da Casa sabiam quem era o parlamentar potiguar nos anos 70

DE CASA MESMO

Talvez fosse melhor ele não ter tirado a fantasia...

Dizem que no Partido do Movimento Bagunçado do Brasil (PMBB) tem gente de tudo que é jeito. E tem mesmo. Depois de brilhar nas páginas de escândalos com o estrepitoso Ronan Calhordeiros, o PMBB traz agora, na Presidência do Senado, uma figura não menos ímpar. Não pelo seu potencial de maracutaias, mas sim pelo lado pitoresco. O senador Garibaldo Aves, do Rio Grande do Norte, tem participação discreta na Casa. Tão discreta que quase ninguém sabia que ele fez muito sucesso nos anos 70 com o público infantil.

É claro que ele não mostrava a cara que Deus lhe deu e que vocês podem ver acima. Ele se metia dentro de uma fantasia gigante de passarinho e fazia o patético Garibaldo no insuportável programa infantil Vila César, que mostrava as mazelas de um bairro da periferia de Natal nos anos 70. Embora sempre tenha sido de uma família abonada, Garibaldo sempre foi abnegado por ajudar os mais pobres. À época, como ator amador, decidiu passar calor dentro da fantasia de lã e fazer o passarinhão que vivia pentelhando o pessoal da Vila César, dando lições de higiene e bons costumes ao povaréu do bairro. Foi assim que, mesmo fantasiado, ele obteve popularidade entre as camadas mais miseráveis do Rio Grande do Norte.

Modesto, o Garibaldo de hoje não gosta de falar do passado. "Eu só dei um pouco de esperança para o povo pobre e necessitado da Vila César. Não merecia tanto assim, muito menos a Presidência do Senado", disse, com exclusividade, à Primeira Vítima. Agora que já decidiram pelo Garibaldo, vale a pena pelo menos relembrar sua história na dramaturgia brasileira. Valeu, Garibaldo!

Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Prefeitura proíbe verão em São Paulo

"Não podemos mais descaracterizar a terra da garoa com um clima praiano", afirmou o prefeito Quemssabe

Kassab inspeciona futura pista de ski na neve em Interlagos

DA REPORTAGEM NA MARGINAL


Os paulistanos que reclamam ultimamente das baixas temperaturas nesse atípico dezembro devem se preparar: o prefeito de São Paulo, Gisberto Quemssabe (BEM-SP), informou hoje que o verão está proibido nas áreas públicas da cidade de São Paulo entre dezembro e março do ano que vem. Em mais um esforço para aumentar a apreciação das características estéticas tradicionais da metrópole paulistana, o clima outonal será instituído em nove meses do ano, sendo os três restantes destinados ao inverno. Temperaturas acima de 12º C só serão autorizadas em espaços fechados.

“Os últimos três meses, quando eliminamos a primavera e prorrogamos o inverno, mostraram o quanto a cidade pode ficar ainda mais agradável e mais próxima da imagem que todos temos, de uma terra fria, úmida e cinza”, explicou Quemssabe. A recém batizada “Operação Cidade Fria” soma-se a “Operação Cidade Livre” que retirou todos os anúncios publicitários das ruas paulistanas. “Depois de recuperar sua tonalidade cinza original, só faltava garantir o acolhimento invernal típico de São Paulo”.

A terceira fase do programa, que torna obrigatória a garoa em dias úteis, na região do centro expandido, é a grande aposta de Quemssabe para a campanha eleitoral para a sua (re?)eleição em 2008.

A população paulistana, surpreendida com as baixas temperaturas em dezembro, está dividida: “Com o frio, teremos o único Natal brasileiro com neve, como nos filmes americanos”, opina a socialite Catarina Matarazzo. “Eu acho que eu perdi a minha montanha de chocolate... você viu a minha filha por aí?”, acredita Felpudo, morador de rua.

Desde meados de abril, a construtora Amargo Orrêa instala grandes ares condicionados em regiões estratégicas da cidade – o maior dele, no formato de uma... ponte... está quase pronto, na Marginal Pinheiros próximo à av. Jornazista Roberto Marinho. Até o dia 25 começarão também a funcionar os borrifadores de neve artificial no topo da estrutura. “A neve é totalmente orgânica, feita a partir dos dejetos químicos da usina de Traição”, explicou um dos técnicos da construtora.

Cinza, frio e anti-mendingo?
Após o término da coletiva em que anunciou o projeto, a assessoria de Quemssabe negou “veementemente” que a prorrogação do inverno paulistano seja uma nova etapa climática da “Operação Anti-mendingo” instalada pelo ex-prefeito Josué Cerro.

Um dos novos ar-condicionados que borrifarão garoa em São Paulo;
neve, somente no inverno, no Natal e no Dia da Consciência Negra

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Pinel de Primeira: Queda do ministro e Bic Mac

Por Olvídio Mor Horelhãns

Acompanhamento. Em uma de suas raras viagens internacionais, o ministro da Injustiça, Raso Genrys, quis impressionar o presidente Lulla. Levou ao pé da letra recomendação de acompanhar o chefe em tudo. Resultado: conheceu de pertinho o solo boliviano.

Peça pelo número. O governo já tem definida estratégia para demover o frei Lui Flácido Capiche, em greve de fome contra a evaporação das águas do rio São Francisco. “Descobrimos que ele curte um Bic Mac”, adianta um dos emissários.

Amor à profissão. Numa bela tarde do início do mês alguns coleguinhas de um grande jornal impresso nacional se pegaram para decidir quem iria entrevistar o governador Josué Cerro. Sobraram catiripapos até para o pauteiro que propôs a idéia.

Operação à vista. A Polícia Faz-Geral prepara uma operação para desbaratar tráfico no Congresso Nacional. Trata-se de uma turminha que não passa sem uma paçoquinha antes, durante e após uma votação. “O consume é alarmante”, revela um delegado.

Graciiiinha! Novo presidente do Senado, Garimpando Elvis já colhe os louros do cargo. Além dos dividendos de praxe, ele notou o quanto a posição rende esteticamente. “Algumas jornalistas insistem em tomar nota do que digo sentadas no meu colo”, sussurou.

Visita de Primeira. O presiditador venezonaelano Cháves foi recebido para almoço. Estava acompanhado por uma cambada, que não conseguiu segurar a fúria dos repórteres d’A Primeira, que o socaram devidamente depois da censura imposta ao noticioso.

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Escreva sua reportagem para APV

Agora você também pode publicar seus textos n'A Primeira Vítima!

Enviar uma reportagem e publicar um texto pela APV ficou fácil; não precia nem de vínculo empregatício. Siga os passos e entre para a nossa equipe de colaboradores:

1. Crie uma pauta verossímel o suficiente para empolgar um dos nossos editores e comece a apuração. Não é necessário informar a pauta com antecedência - raramente a realidade corresponde à proposta inicial. Para verificar se sua pauta se adequa à nossa cobertura, leia a
Declaração de Princípios do blog.

2. Apure sua reportagem coletando dados em diversas fontes. Caso faça um grande esforço de apuração, como levantar da cadeira ou até mesmo sair pra rua, mencione o feito na reportagem. Não se esqueça de ligar na última hora para o Outro Lado.

3. Escreva a reportagem. Lembre-se de que o leitor de blogs jornalísticos aprecia a informação resumida, bem organizada e duvidosa. Para solucionar duvidas ético-gramaticais, consulte o
Manual de Redação "O ABC da APV".

4. Envie sua reportagem, fotografias, infográficos e seu nome jornartístico para
john.renner.apv@gmail.com

5. Candidatos ao curso de treinamento em Jornalismo Pragmático devem enviar também (de preferência preenchida) a
ficha de contratação.

Se o tempo for escasso, você pode começar diretamente pelo ponto 3.

ATENÇÃO: O envio de reportagens NÃO SERÁ REMUNERADO. Caso o repórter tenha recebido qual tipo de jabá, uma comissão de 5% será cobrada pela APV Comunicações S/A.

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Manual de Redação explica "O ABC da APV"

Novo livro ensina o verdadeiro jornalismo para o jornalista que verdadeiramente procura a Verdade de verdade

Depois de inovar como o primeiro blog de jornalismo com Ombudsman, A Primeira Vítima novamente surpreende com a publicação do primeiro Manual de Redação para blogs: "O ABC d'APV".

Além de uma seção sobre a profissão do blogueiro, o Manual apresenta diversos conceitos que deveriam ter sido aprendidos nas faculdades de Jornalismo, mas que foram negligenciados para que o currículo apresentasse quatro disciplinas de teoria (?) da comunicação (?!?).

Entre os conceitos discutidos pelo Manual, estão a definição da Verdade, a explicação dos critérios que definem o que é notícia (Relevância, Proximidade, Impacto, Curiosidade, Interesse público, do público e espúrios), a diferenciação entre Lead e Nariz de Cera, os conflitos entre a realidade, a política e o salário-base do repórter, além da importância ética de sempre – S-E-M-P-R-E – grifar o nome do veículo em itálico.

O Manual é leitura obrigatória para os candidatos ao programa de traineemento da APV em Jornalismo Pragmático. Abaixo, um excerto do oitavo capítulo, “Pautas, Editoriais e Jabás”:


Além das seções criadas pelo portal A Primeira Vítima - como Pinel de Primeira, Frases de Primeira, Jornalismo de Primeira e Fauta Palta – existem também divisões de editorias clássicas, adotadas por diversos jornais para recortar o real e encaixar nos espaços entre as publicidades, as ilustrações e os infográficos.

De modo geral, os jornais adotam como critério classificados a temática e a localização espaço-temporal do fato. A melhor forma de compreender as definições e os contrastes entre cada editoria é por meio de exemplos:

Se a notícia relata uma prisão, ela pertence à editoria “Geral”.
Se o suspeito foi preso em Brasília, é “Política”.
Se foi preso em ano par (2006, 2004, 2002 etc) é “Eleições”.
Se a prisão foi realizada fora do eixo Rio / São Paulo, é “Internacional”.
Se o preso participou do BBB, é “Cultura”.
Se é dirigente do Corinthians, é “Esportes”.
Se trabalhou pro Banco Santos, é “Economia”.
Se o preso efetivamente fica preso, deve ser um caso para as “Ciências”.
Se ele foge da prisão, não é notícia.

Para evitar a tendência à superficialidade (própria do jornalismo brasileiro não-oficioso), APV também procura propor, quando possível, enfoques diferenciados sobre temáticas como “Educação é a solução”, “A culpa é do governo” e “Falta vontade política”.

Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Depois da segunda, Fiel luta pela CPMF e Rénão Encalheiros

A partir de amanhã, segunda-feira, torcida organizada alvi-zebra procura outras causas para sofrer antes do Campeonato Varzeleiro de 2008

DO REBAIXADO DO GRUPO ESPECIAL EM PORTO ALEGRE

A Golviões da Fiel, uma das maiores OtNGs (Organizações de Torcidas Não-Governáveis), declarou hoje que a partir de amanhã (segunda) diversificará sua atuação em outros mercados de risco além dos gramados.

“A partir da segunda, nós vamos adotar uma atuação mais ampla, para que nossos membros possam sofrer com as dificuldades nas arenas políticas também”, declarou o dirigente da OtNG X.K.W.W.W.S, 16.

“Nós não estamos abandonando o Curíntia. Só precisamos ocupar esse tempo livre entre o final do ano e o primeiro jogo contra o XV de Macapá, no ano que vem”, completou.

A cúpula da organização encontrava-se reunida na capital gaúcha para o velório de um antigo ícone do grupo que agonizou nos últimos meses desse ano. Depois dessa perda, a Golviões da Fiel prometeu lutar pela aprovação da CPMF (a Contribuição Póstuma dos Militantes da Fiel) pelo Congresso e forçar o senador Rénão Encalheiros a permanecer no seu cargo.

“O Vasco tem um deputado só deles e estão aí, sobrevivendo; se tivéssemos um senador, estaríamos pelo menos na sul-americana!”, reclamou o dirigente.

“Só me resta agora torcer pela criação do
Estado Palestino”, choraminga um torcedor.

Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Ex-molar ex-traído de Chávez não votará pelas Constituiciones

Dente arrancado durante "doloroso" processo cirúrgico foi reticente sobre apoio ao governo

DA ANESTESIA LOCAL

Em entrevista coletiva, um dos molares de Ugo Cháves arrancados em 1992 não afirmou votar a favor da reforma constitucional proposta pelo presiditador venezonaelano.

O ex-molar foi ex-traído quando Cháves ainda era um coronel que lutava pela presidência. Distante do governo Cháves, decidiu não declarar seu apoio à reforma presidencial quando foi inquirido por um repórter da ONN (Onion News Network) se iria votar a favor das novas Constituiciones no futuro plebiscito.

O silêncio com que consentiu a perguntas como “Você acredita que Cháves é um ditador, né?” constrangeu membros do governo Cháves. “Primeiro foram os deputados que criaram aquele outro partido, o Fodemos, depois os ex-ministros, ex-amantes e ex-mães de Cháves”, declarou, abatido, um dos assessores de imprensa que A Primeira Vítima encontrou por acaso no banheiro do cinema ontem à noite. “Não sabemos mais o que esperar... passa o papel, por favor?” concluiu.

Em resposta às críticas de sua ex-dentição, o presi-dente Cháves afirmou que o ex-molar estaria seguindo “interesses estadoamericanenses”. Para o presiditador, o dente estaria amargurado devido à forma como terminou sua proximidade com Cháves – um processo classificado como “doloroso” pelo líder venezuelano.




No detalhe, o presi-dente ex-traído

Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Depois de censura de seis meses, A Primeira Vítima ressurge!

Ditadura venezo(na)elana impedia repórteres de postarem textos

Chávez discursa: "[A censura d'A Primeira Vítima] foi sem querer querendo"


DO ENVIADO ESPECIAL À CARACAS!

Depois de quase seis meses censurado, o site A Primeira Vítima ressurge. Os repórteres estavam desde junho de 2007 sem acesso ao site devido à censura do governo da Venezonaela.

Os repórteres foram pegos de surpresa durante o fechamento da RCTV (Rede Cháves Television) em Caracas!. “Deixei a folha em que anoto as minhas senhas bancárias e o password do blogger lá dentro, então não dava pra escrever nada”, explicou um jornalista que preferiu não me identifiquei para evitar represálias.

Em desespero, os repórteres haviam tentado entrar em contato com observadores internacionais e com a imprensa brasileira para denunciar a censura do presidente Cháves. “Eu bem que percebi que eles estavam demorando demais pra postar”, afirmou Rofolfo Viunana, da ONG Maledicência Brasil.

Ontem, depois de tentativas frustradas de invadir o prédio da RCTV em Caracas! – rebatizada de Tebes, Televisão Bolivariana da Verdade – um dos editores tomou uma medida desesperada e arriscada: resolveu solicitar uma nova senha por e-mail. “O incrível é que funcionou”, afirmou alguém durante a festa realizada na nova sede virtual do site.

Depois de superada a ressaca, os editores recomeçam a reconstrução do site, que na ausência de acessos sofreu ataques de vândalos que trocaram toda a acentuação do site por misteriosos símbolos “çã” e “í”. Em comunicado oficial, a equipe lamentou o semestre perdido e afirmou que em breve retomará a periodicidade normal com publicações quadrimestrais.

Domingo, 17 de Junho de 2007

“Vamu parti pras cabeças”, diz Reynan

Nova linha de defesa esclarecerá origem do dinheiro

Matilde – uma das depoentes desta segunda-feira

POR OLVÍDIO MOR HORELHÃNS
DO CURRAL LOCAL (não queria perder a rima)

Prova definitiva. A verdade verdadeira. O tira-teima. Sobram adjetivos para a mais nova aquisição jurídica do senador Reynan Acalhar (PMDBr-AL): um grupo de vacas irá depor no Conselho de Éter do Senado nesta segunda-feira. O objetivo é esclarecer de uma vez por todas a origem do dinheiro destinado a sanar uma peripécia extraconjugal de Acalhar.

“Vamu parti pras cabeças”, bradou Reynan após reunião com assessores em que ficou decidida a nova linha de defesa do senador. (“Que belo trocadilho!”, exclamou um deles.) O político tenta – na moral, é claro – afastar o mais longe possível quaisquer dúvidas sobre os seus modestos ganhos como humilde pecuarista.

Acalhar acredita que, se seus pares ouvirem o que têm a dizer as mimosas, estará resolvido o impasse sobre a origem do dinheiro para sustentar uma situação insustentável (nossa, esse trocadilho foi péssimo, admito).

A Primeira Vítima apurou que a linha de defesa adotada será a oitiva dos animais mais velhos do rebanho de Reynan. Não, não. Não se trata de colegas de parlamento e sim das mimosas. Os relatos trarão detalhes da venda de gado. Com isso, insistem os advogados, ficará provada a origem do dinheiro que garante o leitinho das crianças.

Entenda o caso, literalmente
O alagoano diz ter faturado uns troquinhos com a venda bovina nos últimos quatro anos. Nesse período, ele pulou a cerca. Fertilizou. E se estrepou. Prevendo um abatimento doméstico por conta do rebento extraconjugal, o senador chorou as mágoas a um velho amigo, o empreiteiro Craudio Sigilo, que prontamente o auxiliou.

Tocado profundamente pelo desespero do amigo, Sigilo passou a entregar mensalmente uma lembrancinha a uma senhoura que antes freqüentava com intensa regularidade o gabinete do político, Monyca Gostoso. A dúvida é se a prenda é bancada pelo empreiteiro ou pelo pai da criança, literalmente.

A Primeira também apurou que agentes da PF-G (Polícia Faz-Geral) ficaram excitadões com a riqueza de detalhes entre a conversa da senhoura e o político em ligações telefônicas captadas com autorização judicial. Numa dessas prosas, ambos se referem aos intensos momentos de interação sobre a mesa e o sofá do gabinete, para delírio dos ouvintes.

Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Adiantamento eleitoral

Escolha agora o candidato para 2010 e até para 2014, registre sua declaração e evite dores de cabeça!

Cansado de perder tempo na fila da urna?
Indignado por ser fiscal e perder mais um domingo?
Interessado em registrar logo seu voto para receber o dinheiro adiantado?
Ansioso para calar a boca de quem gosta de política e abrir mais espaço para o futebol nas conversas?

Seus problemas acabaram! Chegou o adiantamento eleitoral A Primeira Vítima. O único que não é pesquisa: marcou, valeu.

Preencha a ficha abaixo, e boa sorte!

Os 300 primeiros ganham uma algema de uso exclusivo da Polícia Faz-Geral, que já vem com apoiador para paletó.

Adiantamento eleitoral A Primeira Vítima

Nome:
Título de Eleitor nº:
Seção:
Zona:

Eleições 2010:

( ) Coligação Por um Novo Kubishceck / PDSB/ PDMB / PNanico
- Eácio Naves (presidente)
- Jelson Nobim (vice)

( ) Coligação Defenda Lulla Quem Puder / PT’/ PBR / PdoCB
- Celso Amurin (presidente)
- Ministra Karina Silva (vice)

( ) Coligação Brasil Como Sempre / PLF / PP’ / PDMBdoB
- AMC Netto (presidente)
- Norberto Justos (vice)

Principais deputados federais:
( ) Calvus Valerio (BMG/MG)
( ) Vandirlei Luzemburgo (SFC/SP)
( ) Poderosa do Funk (TXT/RJ)
( ) Alemão do Big Broder (BBB/RS)


Eleições 2014:

( ) Coligação Desta Vez Vai Dar Certo / PT’ / PLF / PTSU
- Zé Disseu (presidente)
- Zé Sarnei (vice)

( ) Coligação Menininho Vem Aí / PDSdoB / PPP / TPM
- Antony Meninho (presidente)
- Júnior-irmão-da-Sandi (vice)

( ) Coligação Era Feliz e Não Sabia / PQP / OSPB / PGBL
- Freury (presidente)
- Wemerson Fittipaldi (vice)

Principais deputados federais:
( ) AMC tetraneto (PLF/BA)
( ) Filho-do-Senador-Com-Aquela-Outra (DP/DF)
( ) Maulo Paluff, sempre ele (PP'/SP)
( ) Roberto Carlos, Não o Rei, Não o Da Cueca, o Da Meia

Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Papa participa de pelada e surpreende com golaço*

Atividade foi uma maneira de retribuir carinho de brasileiros

POR OLVÍDIO MOR HORELHÃNS
DE DENTRO DO PAPAMÓVEL

Empolgado pela calorosa recepção brasileira, o papa Cento 15 + 1 (ou 17 – 1, como queiram) quis retribuir tamanho carinho participando de animada partida de futebol nos gramados no Mosqueiro de São Bento, onde está hospedado com todas as despesas pagas. A pelada foi organizada pelos próprios monges.

Os religiosos dividiram-se em duas equipes: solteiros contra casados. "O papa gosta muito de manter as tradições. Então, organizamos os times de modo a valorizar isso", disse um monge que pediu para não ser identificado, e assim abriu mão de dizer que é o responsável pelo mosqueiro e o principal organizador da vinda de Cento ao Brasil.

O religioso confidenciou ainda que encontrou dificuldades para compor a equipe dos solteiros. "Tivemos que dar um 'migué' [expressão coloquial difundida entre as camadas menos favorecidas que, numa tradução livre, significa "dar um jeito"], convocando alguns funcionários da cozinha", cochichou.

Preliminar e golaço
Antes de o papa encantar a todos com sua apresentação, houve uma partida preliminar. As duas equipes eram formadas por parte das instituições que compuseram a segurança de 15 + 1. De um lado, o time da Polícia Militar; de outro, o da Civil.

A peleja terminou rapidamente. Na primeira disputa mais dura pela bola, aos dois segundos do primeiro tempo, o clima esquentou, o pau quebrou e a Polícia do Exército, que também trabalha na segurança do papa, teve de intervir, com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha (que pena).

Em seguida, adentraram ao gramado as duas equipes do jogo principal. Cento estava no banco. Assim que os solteiros abriram o placar, ele fez sinal que queria entrar (assim, com os dois dedinhos indicadores). Após rápido aquecimento, já comandava o ataque dos casados, mantendo a coerência de seu discurso em prol da família.

Próximo do final do primeiro tempo, os casados empataram a partida, num belo contra-ataque puxando pelo pontífice. Já no primeiro dia da visita ao país, o papa 17 – 1 havia demonstrado excelente preparo físico ao deixar para trás o presidente Lulla, durante caminhada do avião à base aérea.

A partida rumava para o final, quando Cento recebeu a bola de costas para o gol, na entrada da grande aérea, livrou-se rapidamente o primeiro marcador, aplicou um chapéu no segundo, e chutou entre as pernas do goleiro, que socou o gramado ao ver a pelota tocar mansamente a rede.

"GOOOOLLLLAÇO!!!", gritou, em ótimo português, Cento, que correu pra galera e atirou a batina, arrancando suspiros das jovens que acompanhavam a partida. A organização não soube explicar o motivo da presença das lindas morenas, loiras, mulatas e orientais, com trajes religiosamente provocantes. "Não bota isso, não, vai!", suplicou aquele do parágrafo lá de cima que não quis se identificar.

* A matéria esteve embargada (jargão jornalístico referente a pagamentos pendentes) devido a atrasos nas negociações para sua devida publicação. A Central A Primeira Vítima de Jornalismo (CAPVJ) ressalta que segue à risca o preço cobrado por tabela determinada pelo sindicato.

Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

EXCLUSIVO - Julinha Botelho volta com grampos inéditos de Zueide, o dono da Gautunama

Empreiteiro mais querido de Brasília teme volta da cobertura investigativa d'A Primeira

DO COMPUTADOR LOCAL

A Primeira não dá mole. Depois de curtir férias dignas de Jô Soares (que fica passando reprise por uns quatro meses), a intrépida repórter Julinha Botelho obteve, por meios ainda misteriosos, grampos exclusivos da Polícia Faz-Geral (PFG) que revelam como o dono da empreiteira Gautunama, Zueide Veras, temia a entrada desse noticioso nas investigações da Operação Canalha. A preocupação de Zueide é evidente em um dos trechos da conversa com o ex-presidente da Banca de Brasília (BB), Alberto Magalhães. O diálogonão foi divulgado pelo restante da imprensa por óbvias razões.*

Zueide Veras - Fala, Albertão!
Alberto Magalhães - Como é que está, Zueidão?
Veras - Tudo tranqüilo. Lá no Maranhão tá tudo ok, né? Lá é assim: com Sarney ou sem Sarney, Zueidão é que o rei. Hahahahaha! Oxxx...
Magalhães - É isso aí.
Veras - Mas eu tou preocupado com uma coisa. Andei sabendo que aquele tal de Primeira Vítima vai começar a encher o saco de novo. Como é que a gente faz pra dar um jeito nesses cabra?
Magalhães - Ué, como é que a gente faz sempre? Daquele jeito... três sacos de arroz (código equivalente a três mil reais, segundo a PFG) por mês dá, né?
Veras - Se dá...Pelo que eu sei, eles ganham dois sacos de arroz e um de farinha (código não compreendido pela PFG). Então eu acerto com eles e depois você me vê lá uma estradinha boa, hein? A gente faz aquela pontezinha no meio do nada, padrão... Estamos conversados?
Magalhães - Sem dúvida, Zueidão. Obrigado!
Veras - Eu é que agradeço. É minha obrigação...

* - A Central A Primeira Vítima de Jornalismo (CAPVJ) reitera sua concordância com os princípios éticos do jornalismo e informa que jamais manteve contatos escusos com qualquer um dos envolvidos na Operação Canalha. A CAPVJ ressalta ainda que seus repórteres nunca se venderiam por qualquer vantagem indevida que seja - se fosse um valor um pouco maior, vá lá...

Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

A Primeira Vítima contrata

Preencha a ficha e, se for bom, venha participar do nosso curso de jornalismo pragmático

A Primeira Vítima está contratando repórter(a) para cobertura de temas de interesse geral e inquestionável. A vaga é daquele jeito: vem, trabalha, mas deixa a carteira em casa. O candidato deve estar apto a substituir ao menos um dos nossos ex-repórteres-em-atividade, que continuam temporariamente afastados. Não precisa ser formado, mas é recomendável que o candidato saiba amarrar o tênis e tenha experiência na elaboração de horóscopos. Para detalhes sobre o salário, contate o sindicato mais próximo de sua residência.

Se você está interessado nesta oportunidade, preencha o questionário abaixo e mande para o e-mail
aprimeiravitima@gmail.com . O prazo para inscrições vai até a segunda Lua do outono.

Ficha de contratação – A Primeira Vítima

Sexo:
Idade:
Etnia:

( ) governista ( ) oposição

( ) centro-esquerda reformista ( ) centro-direita liberal ( ) radical ( ) governabilidade

Toma algum medicamento? ( ) Sim ( ) Não

É religioso? ( ) Não ( ) Sim, neste caso, por quê? ____________

Aborto? ( ) Sim ( ) Não

Legalização das drogas? ( ) Sim ( ) Não

Cotas em universidades? ( ) Sim ( ) Não

O Romário desviou do chute do Branco em 94? ( ) Sim ( ) Não

Banco Central Independente? ( ) Sim ( ) Não

Redução da maioridade penal? ( ) Sim ( ) Não

( ) República, Parlamentarismo ( ) República, Presidencialismo ( ) Monarquia

( ) E-Honda ( ) Ryu ( ) Ken ( ) Xun-Li ( ) Dalsin ( ) Blanka

Transposição do São Francisco? ( ) Sim ( ) Não

Transgênicos? ( ) Sim ( ) Não

( ) Ketchup ( ) Mostarda ( ) Maionese

Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Exclusivo: Terrorista aprontou muito mais

Sanguinário agente do mal dá detalhes de ações


Por Olvídio Mor Horelhãns*

Num jamais visto esforço de jornalismo investigativo, A Primeira Vítima traz com exclusividade – como lhe é peculiar – o conteúdo dos principais trechos censurados do decisivo depoimento do terrorista Mohammad Mohammad Mohammad, assumindo diversas ações criminosas.

“Ao Cubo”, como é conhecido Mohammad entre seus colegas, prestou valiosos esclarecimentos num hotel em Guantánamo, onde está confortavelmente hospedado, sob os cuidados de um pessoal muito gente fina.

A Primeira apurou que agentes das polícias civil e militar paulistas participaram do bate-papo. Trata-se de um maior intercâmbio entre os EUA e o Brasil para refinar a tomada de depoimentos. “A gente mostramos todo o nosso potencial”, orgulhou-se um brazuca.

Gol anulado
Algumas ações foram divulgadas pela imprensa; outras, não. A reportagem teve acesso justamente a esse material. A lista impressiona. Ao Cubo relembrou sua primeira incursão. “Eu que xavequei a serpente pra fazer a cabeça da Eva, que por sua vez, instigou o Adão a comer o fruto proibido”.

Ele assumiu a autoria das sete pragas do Egito, além de ter trocado as placas que indicavam o exato caminho à terra prometida. “Foi só pra tirar onda”, gabou-se. Responsabilizou-se também ter jogado as duas bombas atômicas em território japonês na II Guerra Mundial.

Na área literária, planejou a carreira de um esotérico escritor brasileiro. “Sucesso total!”, bradou. Ainda no tema das artes, confessou na caruda que criou o BBB, praga mundial já absorvida pelas mídias. “O bacana mesmo é ser o líder”, sussurrou.

Sem medo de ser feliz, o terrorista confessou ainda que interceptou a comunicação entre os responsáveis pela arbitragem do jogo Santos (1) e São Paulo (1), pelo campeonato paulista. Uma deliciosamente competente bandeirinha anulou um gol da equipe santista por influência dele, gerando muita celeuma na mídia local.

Infância precoce
Mohammad disse sem puderes que fez pipi na cama quando criancinha, para horror de seus interlocutores. Disse ainda que tocava a campanhia dos vizinhos e saía correndo. “Também passei muito trote por telefone.”

Na adolescência, falou da compra de uma carteirinha de estudante para assistir a filmes pornô no centro de São Paulo, lançando a moda entre os paulistanos. Ainda nessa fase, foi o mentor intelectual do acréscimo de água em tubos de mostarda e catchup.

Aproveitando o ensejo, os agentes quiseram arrancar de Mohammad detalhes do aquecimento global. Tudo levava a crer que o terrorista também teria um dedinho de culpa nisso. Ele foi categórico: “Aí, cês tão querendo demais, né!”.

* Colaborou
John Renner, da reportagem local.

Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Pinel de Primeira: Botox, shit e o manual

Por Olvídio Mor Horelhãns

In loco. Como adiantou esta coluna, o sem-andor ABCDM não rumou a São Paulo para se internar no Lincor. O simpático velhinho veio conferir na capital paulista as últimas novidades do movimento que ele adotou de coração: a filosofia e o visual emo.

Primeiros passos. O
Affonsus elegeu-se vice-presidente de uma comissão mista. Visivelmente emocionado, o ex-presidente, ex-amigo do finado Paulo e atual sem-andor confessou que esperava o cargo mais alto, porém recebeu o novo posto com “muita humildade”.

Só por hoje. Uma ONG espertinha planeja implementar em Brasília um serviço nos moldes do AA (Alcoólicos Anônimos). Trata-se do CF (Corruptos Famosos), um espaço de reflexão, em um ambiente favorável à partilha de experiências para diminuir a angústia dos futuros freqüentadores.

Etiqueta. O presidente Busch surpreendeu-se com a educação do povo brasileiro. Durante visita a uma ONG na Vila Madalena, felizinho bairro paulistano, ele resumiu sua impressão do lugar com uma típica expressão norte-americana: “Oh, shit!”. Em seguida, ouviu um “Saúde, presidente!”.

Intriga da situação. Partidários da ex-prefeita e atual assídua freqüentadora de shoppings no Brasil e no mundo, Martha Suplente, dizem à boca pequena que um dos motivos de Lulla não a convidar para um ministério é uma possível concorrência... por botox.

Analfabeto funcional. O despudorado federal Acerola de Paulo (PR-MG; o “R” fica por conta da sua imaginação, caro leitor) saiu-se com essa ao saber da prisão de seu sobrinho e assessor, Deumilho de Paulo, pego com Z*$ 79.752 numa rodovia em Brasília: “O desgraçado não leu corretamente o manual!”.

* O “Z” é símbolo da nova moeda nacional a ser adotada brevemente pelo governo Lulla: a estaleca, já empregada com sucesso em um importante e respeitável programa televisivo.

Segunda-feira, 12 de Março de 2007

Pinel de Primeira: "Coisa de petista!"

Por Olvídio Mor Horelhãns

Recaída. Assim que soube da abertura de inquérito criminal nos Estados Unidos semana passada por suspeita de lavagem de dinheiro, o despudorado federal Maulo Paluf, atual aliado lullista, não teve dúvidas e sentencioso: “Isso é coisa de petista!”.

Lotação. Após aceitar convite de Lulla para o Ministério da Desintegração Nacional, Beddel Bobeira Limha notou um sensível aumento de visitas ao seu gabinete, antes completamente deserto. “Por que será?”, questiona-se.

Zorra Total. Experientes piadistas do Congresso não perderam oportunidade de comentar a renúncia de Nerson Azevedo Jofim à disputa da presidência do PeMDB. “A coisa azedou pro lado dele”, satirizaram, em trocadilho com um dos sobrenomes de Jofim.

Relíquias. Com o troca-troca de gabinetes entre parlamentares, o serviço de limpeza montou um verdadeiro museu de peças exóticas. Entre elas estão calcinhas “calietes”, espartilhos, uniformes fetichistas e objetos anatômicos descomunais.

Inflação. O mercado de malas pretas está inflamado em Brasília. Muitos querem trocá-las, mas a procura liquidou os estoques das lojas na capital federal, o que fez o preço disparar. O equipamento está vindo de outras capitais brasileiras, devidamente recheado, é claro.

Visita de Primeira. Mó galera esteve na Redação prestigiando uma suruba dançante em homenagem às novas meninas que estarão à disposição de parlamentares. Empolgados, alguns calouros chegaram a mandar um “eu te amo” no momento de maior delírio.

Terça-feira, 6 de Março de 2007

Uma cartinha ao amigo que mora no norte

A Primeira Vítima obteve, com exclusividade, a correspondência enviada há pouco por um importante editor brasileiro ao presidente da América, em agradecimento pelo discurso proferido no dia de ontem. Leia abaixo a íntegra da carta:

Excelentíssimo senhor presidente da América
Jorge UU. Buch,

Ah, como bom brasileiro, permita-me tratar-lhe em tom bem pessoal.

Presidente, o senhor não sabe como fiquei emocionado com seu discurso de ontem. Cheguei a chorar! Que belos contornos de linguagem, que inteligência bem acabada, que capacidade de liderança!

Quando o senhor citou Sua Santidade, o Papa Benedito, e falou no “sueño americano”, pensei que este mês nos realiza mesmo um sonho. Duas visitas tão ilustres: primeiro o senhor, depois Ele!

É uma pena que o presidente não possa vir conhecer nosso prédio. Queria que visse como nos esforçamos para sermos modernos. Tenho a certeza de que alguns funcionários seus, que tanto nos brindam com suas visitas, saberão transmitir-lhe a riqueza de nossas dependências.

Pudéramos ter a liberdade de sua imprensa e o mesmo respeito pela livre iniciativa que o seu governo proporciona, iríamos ainda mais longe.

Presidente, achei excelente a idéia no navio-hospital. Já imagino esse barcão entrando por nossos rios, vendendo medicamentos patenteados, esterilizando mulheres e homens...

Aliás, uma curiosidade: a fila para marcar consulta será no consulado? O lugar já nos é um exemplo do bom atendimento do qual seu povo é capaz.

Também fiquei em feliz em saber que o senhor abrirá um curso para técnicos em saúde no Panamá, aberto a todos os interessados da raça latina. Que aprendam a operar seus equipamentos! E que aprendam a tratar do bioterrorismo, que hoje é o mal maior que nos atinge!

Quarentena, reclusão, estado de alerta... Ah, que bom seria ter tudo isso por aqui!

Sabe como é, tem gente boba e feia que continua acreditando no tal sistema público. Uma besteira. São Paulo, nossa cidade (Buenos Aires é um pouco mais para baixo), que é uma das capitais do mundo com maior número de leitos privados de hospital por habitante, é um exemplo do sucesso do livre mercado na saúde: quase não temos doentes!

Quando o senhor invadir Cuba, por favor não nos envie aqueles médicos que ainda acreditam que saúde se resolve com atenção básica. Viva a tecnologia! Viva a liberdade!

Mudando de assunto, se o senhor me permite, tenho aqui uma lista com alguns pedidos. Encaminharia novamente ao Santa Claus, como faço todos os anos. Mas, depois do discurso de ontem, acho que o presidente vai folgar em receber. São apenas algumas idéias, de quem vê de perto a tristeza que ser pobre é:

1. Temos um problema sério com nossa polícia. Eles comem coxinhas em vez de rosquinhas. O que o senhor acha de mandar-lhes umas caixas de donuts para aprenderem o que é bom?

2. Por aqui, o futebol é uma verdadeira praga. O presidente deveria derrubar as traves que empestalham todo o país, instalando no lugar delas cestas de basquete – daquelas com correntes debaixo da cestinha. Acho aquilo tão bonito! É uma pena que ainda não as tenhamos.

3. Outra modernidade ainda pouco difundida entre nós é o ar-condicionado. O senhor poderia abrir uma linha de crédito a pobres dispostos em importar o aparelho. Tenho certeza que a temperança do clima vai ajudá-los a serem mais trabalhadores e menos libidinosos.

4. Armas, presidente, nossa sociedade precisa desesperadamente de armas! Não sabemos mais como defender a propriedade diante do povo e frear os instintos bolchevistas desse governo.

Bom, por enquanto é só isso. Espero que o senhor não precise chegar muito perto do Lula para, não lhe sentir o cheiro. Saiba que estamos à sua inteira disposição.

E, ao fim, um conselho: não visite favelas, como fez o Climtom. Não servem para nada.

Mais uma vez, muito obrigado pela atenção,

Do seu amigo fiel,

XXXXXXXXXX

Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Pinel de Primeira: "Dá uma saudade..."

Por Olvídio Mor Horelhãns

Feliz Natal! A corrida pela manutenção do cargo de primeiro escalão está fazendo com que ministros se antecipem. Um deles já desejou feliz Natal a Lulla, que intrigado indagou o cumprimento. “Quero ser o primeiro”, disse o sujeito, que emendou: “Se espirrar, presidente, saúde!”.

Foi mau. Na ânsia de mostrar serviço, um assessor de um parlamentar reeleito enviou, por engano, passagens a duas de suas dezesseis amantes para a posse no Congresso. O barraco foi total no gabinete do cidadão, momentos antes do início da cerimônia de posse.

Sensação. Um amigo de um primo de um ex-faxineiro da casa de um ex-funcionário da Câmara disse que um amigo de um tio da mulher de um copeiro da Casa falou que viu uma mala preta percorrendo os corredores do Congresso durante as eleições no Legislativo.

Pra cartão. O ex-presidente da Câmara e atual sem-rumo, Alto Consuelo, rebateu a afirmação do presidente eleito, Quelindo Kinalha, de que houve uma “discreta canelada” na base, o a teria rachado. “Eu ainda não vi o replay da jogada, mas pra mim foi uma violentíssima entrada por trás. Coisa pra cartão.”

Perspectiva. Um profundo conhecedor das mentes e corações de senadores faz a seguinte análise da votação recebida por José Pepino Maya (PFL-RN) na corrida pela presidência da Casa. Foram 28 indicações. Somando seus colegas de partido e do PSDBr, deveria ser 30 votos. “Na verdade, a trairagem foi dos 28 e não dos dois ausentes.”

Recordar é viver. No seu primeiro discurso no Senado, o ex-presidente Affonsus Collor’s da Silva de Mellô quis iniciá-lo com uma expressão que o consagrou: “Minha gente!”. Um atento auxiliar o demoveu da idéia. Affonsus, mais experiente, fez bencinho, mas acatou a mudança. “Dá uma saudade...”, suspirou.

Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

Pinel de Primeira: “Macho pra caralho!”

Por Olvídio Mor Horelhãns

Nova fase. Ao enfrentar o protesto de sem-tetos no dia do aniversário de São Paulo, o prefeito Gylberro Quemsabe? emocionou seus assessores. Um deles – muito, mas muito próximo mesmo – orgulho-se do chefe: “Ele mostrou que é macho pra caralho!”.

Tietê Now. Durante o anúncio do PAC (Plano de Aceleração do Cinismo), um grupo de governadores lotou um elevador. Um gás surgiu misteriosamente, gerando olhares desconfiados. O clima ficou tenso. Um dos presentes arriscou: “Pelo aroma, deve ser coisa de governador com rios a céu aberto”.

Mão-de-obra qualificada. Um folclórico senador saiu-se com essa para explicar a contração de dezoito netos para o seu gabinete: “Trata-se de uma equipe altamente qualificada para operar os micros daqui”. A média de idade dos novos funcionários é de seis anos.

O retorno. Atual suplente, Interino Caducante articula sua volta ao Legislativo. Tenta convencer correligionários a assumirem cargos no Executivo, o que lhe dará direito a uma cadeira na Câmara. “Ele não abre mão do velho estilo ao falar no telefone: sempre cutucando o umbiguinho com o dedo indicador”, descreve um auxiliar.

Grupo de estudos. Despudorados reeleitos estão contatando os calouros para atualizarem a tabela de atuação parlamentar. A planilha dá base à cobrança de propina na Casa. “Não queremos inflacionar o mercado”, salienta um dos mentores da idéia.

Tecnologia já! A Justiça brasileira dá mais um passo no sentido de melhorar o atendimento e vencer a burocracia. Algumas instâncias já instalaram maquininhas de débito e crédito para comercializarem a contendo sentenças judiciais. “Precisamos desafogar de demanda”, advoga um magistrado.

Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

Pinel de Primeira: Novo ministério

Por Olvídio Mor Horelhãns

Saída pela esquerda 1. Fermenta-se no núcleo do PTr (Partido dos Trutas) a idéia de criar-se um novo ministério para aconchegar correligionários. O achado chegará a Lulla antes de fevereiro, quando o primeiro escalão estará montado.

Saída pela esquerda 2. Trata-se do Ministério do Companheiro, cuja principal função seria de proporcionar um rodízio semestral de interessados do PTr em não fazer absolutamente nada, rivalizando assim com as demais pastas.

Em comum. Um grão-urubu interrompeu a leitura de mais um livreto de sociologia para informar que a sigla comemora as afinidades de duas das estrelas do PSDBr: Josué Cerra e Asséptico Nevis. “Um adora uma terra; o outro, uma lama”, sentenciou, em referência ao desastre do Metrô e ao rompimento da barragem.

Invejinha. A passagem do presidente Hogro Charlles na capital fluminense, por conta da reunião do Hipermercado do Sul, despertou antigos sentimentos em um prefeito que tem nome de ditador, cara de ditador, gingado de ditador e que adoraria ser... Ditador.

Sem chance 1. A prisão em flagrante do estilista Entrando Pelocano Esther, pego furtando vasinhos de um cemitério paulistano, pôs por terra seus planos de chegar à Câmara dos Despudorados, a exemplo de seu colega
Glodovil Fernandes.

Sem chance 2. Por sua vez, Glô comemorou a ruína do antigo desafeto (essa história sempre foi mal contada). “Eu sempre soube que o monopólio da moda, de frescuras e afins na Câmara seria de minha pessoa”, vaticinou o consagrado estilista.

Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

TRAGÉDIA NO METRÔ: População vibra de novo

Cobertura ganha novos ares; autoridades convidam especialista

DA REPORTAGEM LOCAL

A primeira fez “tchan!”; a segunda, “tchun!”; e a terceira “tchan!, tchan!, tchan!, tchaaan!”. A seqüência levou a população ao delírio. Trata-se das vítimas encontradas na cratera onde ocorreu o desabamento de terra nas obras do Metrô, em São Paulo.

Enquanto não apareceu um corpinho para esquentar o noticiário, muitos reclamavam da falta de novidades na cobertura do maior desastre material ocorrido na capital paulista. A mídia desesperou-se com a ausência de desespero alheio. Esforçou-se, sem sucesso.

A virada veio com a retirada do primeiro corpo, de uma aposentada que passava pelo local e que foi tragada pela cratera. “Ainda bem, porque o meu chefe já estava quase me matando”, comemorou um repórter que não quis se identificar.

Feliz
No melhor estilo “
é tão emocionante um acidente de verdade”, a imprensa faturou legal com a tragédia. A corrida ao buraco tirou várias emissoras de TV, por exemplo, do fundo poço dos índices de audiência, valor supremo do meio. “O meu chefe tá mó feliz”, confidenciou o mesmo repórter.

A Primeira Vítima foi o único veículo noticioso que prestou solidariedade aos familiares das vítimas, distribuindo gratuitamente a eles um manual. No livreto, dicas de como responder a perguntas do naipe: O que está sentido? Pensa em indenização? Qual foi a última frase que ouviu dele? E por aí vai.

Convite
O Instituto Olívidio Mor Horelhãns de Engenharia, Arquitetura, Decoração e Ensaios sobre Penduricalhos, o maior do gênero no mundo, recebeu um convite de autoridades carecas de dar explicações esdrúxulas sobre as causas do acidente para realizar perícias no local.

“Construímos mais de dezenove mil quilômetros de metrô em Santo André e região e nunca deu merda”, destacou elegantemente o engenheiro civil, mecânico, elétrico, agrônomo, ambiental e criminal, José Carlos de Albuquerque Mor Horelhãns.

O engenheiro nega que o careca do parágrafo acima esteja apreensivo com o resultado do documento. “Nada que um bom depósito... de confiança não ajude a dirimir quaisquer dúvidas do resultado que apresentaremos de acordo com o encomendado.”

Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006

Pinel de Primeira: O Manu du anu

Por Olvídio Mor Horelhãns

Promessa. Atuando com brilhantismo nas categorias de base do PTr (Partido dos Truta), Juvenyl Aves, suspeito de chefiar um esqueminha de R$ 1 bilhão, promete muita garra e dedicação para chegar ao profissionalismo que a sigla exige na Câmara dos Despudorados. “Minha diplomação é o primeiro passo para isso”, orgulha-se.

Agora vai. Entidades sem fins lucrativos de direitos humanos exigem das autoridades baianas uma reconstituição da suposta facada recebida por ABCDM Neto. Acreditam que a pensionista acusada pela ação terá melhor sorte numa segunda oportunidade.

Cheque especial. Embaladas pelas compras de fim de ano, mulheres e amantes de parlamentares estão extrapolando nas aquisições confiando na elevação de salários que eles estão pleiteando. Caso tenham de devolver os mimos, prometem uma manifestação no Congresso.

Cidadania. Desfrutando de toda a comodidade que o meio oferece, cidadãos de bem irão promover a primeira passeata por e-mail até Brasília como forma de protesto pelo aumento de 91% dos vencimentos dos parlamentares.

Finanças. Caso a engorda salarial não vingue,
Alto Consuelo, candidato à reeleição na Câmara, terá de recorrer a empréstimos pessoais para manter de pé a promessa de lotar as galerias da Casa com o seu principal cabo eleitoral, o saci-pererê.

Visita de Primeira. Eleito o “Manu du anu” pela revista “Carceragem”, Marcos Ervas Macho, o Mancola, foi recebido para café da manhã, almoço e janta. Estava acompanhado de seus assessores
Cráudio “Taturana” Lambo, Salvo Engano Filho e Agachei Furôajaca.

Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

Pinel de Primeira: Novo candidato na Câmara

Por Olvídio Mor Horelhãns

Ativo 1. Na onda dos lançamentos de candidaturas à presidência da Câmara dos Despudorados, o deputado eleito Glodovil Fernandes decidiu disputar o cargo.

Ativo 2. Fernandes quer marcar o seu mandato com uma postura combativa. “Eu meto a boca. Não deixo gozar na cara não”, enfatizou o consagrado estilista.

À francesa. Um toque internacional resolveu a pendenga entre as ministras Vilma Ruimchefe (Casa da Mãe Joana) e Narina Birra (Sem Ambiente). Sem deixar desmanchar o penteado, Ruimchefe deu um “zindane” em Birra.

Neoxuxa. Um grã-abutre deixou escapar qual foi a verdadeira intenção do correligionário Gerardo Aídemim ao agradecer as criancinhas no último debate. “O Gerardo quer ter um programa infantil”, bocejou.

Outros ares. Ainda inconformada com o insucesso nas eleições deste ano, quando concorreu a uma boquinha na Câmara, a Dra. Ahvá-nir está buscando novas oportunidades. Ela vem mantendo conversas com o ator especializado Alexandri Broca.

Olho vivo. Um porteiro do Congresso jura de pé junto que a mala que ele viu entrar num dos mais balados gabinetes do Senado era um ser humano e não um objeto de mão, recheado com material internacionalmente esverdeado.

Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006

FRASES D’A PRIMEIRA: Um homem doente

"Acho que há uma perseguição da imprensa. Minha saúde está mesmo muito debilitada. Sou um homem doente"
Josué Janete, deputado federal que não tem nada a ver com o "mensalão"

Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

Pinel de Primeira: Lulla e o tornozelo

Por Olvídio Mor Horelhãns*


Novo estilo. Ainda atordoado pela acachapante derrota de seu candidato ao governo baiano, Paulo Livre Leve Solto, senador ABCDM assegura que irá “abalar o Senador em chamas”. Adotou o visual Emo, nova onda infanto-juvenil em SP.

Falta pra cartão 1. Mantendo o estilo e a coerência – algo raro hoje em dia –, o presidente Lulla disse que não sabe como torceu o tornozelo direito. O “Pinel” descobriu.

Falta pra cartão 2. Tratou-se de uma entrada violentíssima de um de seus netos em uma pelada familiar na Granja do Ovo. Lulla é ainda dúvida e o neto pegou três jogos de suspensão.

Me aguardem 1. Primeiro sorteado no programa “
Presidente por um dia”, Alto Consuelo promete uma grande surpresa para a eleição da presidência da Câmara dos Despudorados.

Me aguardem 2. Consuelo irá lançar mão de uma estratégia inovadora de marketing: as galerias da Casa serão tomadas pelo seu maior cabo eleitoral: o saci-pererê.

Visita de Primeira. Maria da Silva e Silva, 72 anos, doméstica desde os 6, foi recebida para almoço. Estava acompanhada de seus 18 filhos, com os respectivos cônjuges, e 32 netos, todos famintos como ela.

*colaboraram o palhaço Bonzo, o ator Tom Cruz, Natasha, garota de programa, no atacado, e prostituta, no varejo, e o free-lancer e mercenário RRRS.

Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2006

Pinel de Primeira

A Primeira Vítima orgulhosamente estréia a coluna “Pinel de Primeira”, com singelas notinhas do mundo político. O leitor terá no espaço as mais-mais da galera que é o nosso orgulho nacional.

Toda e qualquer informação aqui publicada passará necessariamente pelo crivo do “Manual de Redação, Deveres e Procedimentos d´A Primeira”, cuja conta corrente que garante o direito de reposta encontra-se na página 3.

A qualidade do trabalho terá guarida na postura irretocável do maior jornalista do Brasil, do Mundo e de Santo André e região, Olvídio Mor Horelhãns, cujo lema de vida é “sem ética, não há ética”.

*********************

Programação. Deputados da base oportunista dizem à boca pequena que o segundo mandato cheira mais a “pequenas empresas, grandes negócios” do que “fala que eu te escuto”.

Sempre alerta. Um dos mais experientes copeiros da Câmara disse que ouviu um dos mais antigos cozinheiros da Casa afirmando que um velho motorista de lá falou que não ouviu nada.

Dando exemplo 1. Depois de dois anos de pontualidade britânica, um office-boy chegou oito segundos atrasado no gabinete de um senador e sofreu um desconto de 97% no pagamento.

Dando exemplo 2. O senador argumentou que é de pequenino que ser torce o pepino. Ele cumpre religiosamente o seu compromisso no Congresso todas as quartas-feiras das 14 às 16h.

Sem fio. Um governador eleito telefonou para um colega reeleito, que entrou em contato com outro que conquistou novo mandato, que acabara de falar com um estreante no cargo.

Beicinho. Um ocupante do primeiro escalão confidenciou a amigos, parentes, ao porteiro do prédio e ao cabeleireiro que não fica no posto porque não deu nenhuma voltinha no Aerolulla.

Sem ágio. Ao ser procurado por representantes de uma grande empreitada, um parlamentar da enrolação negou aceitar R$ 1 milhão. “Trabalho somente com o preço de tabela”, alegou.

Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006

Esmolas podem contribuir para efeito estufa

Estudo científico prova que sobrevivência e proliferação de pobres aumentam a emissão de gases

DA EDITORIA DE CIÊNCIAS

A revista (de ficção) científica Vê Já publicou um estudo que aponta a relação entre o aumento da população de miseráveis no mundo e a emissão de gases metano e carbônico, principais vilões do efeito estufa. Segundo o artigo “Pobres e o efeito estufa: precisamos acabar com isso!” – resultado de pesquisa do Instituto Tranqueira Neves patrocinada pela Banca Mundial – a emissões desses gases aumentou principalmente no período de explosão demográfica entre as populações mais miseráveis do mundo, a partir dos anos 50.

Mas nem tudo é catástrofe: os pesquisadores apontam que esse é um cenário reversível. “A comunidade internacional deve fazer um pacto para a redução dos fatores que colocam o meio ambiente em risco”, aponta Yokishama Bornhausen, da Universidade de Seul.

Segundo o pesquisador os governos precisam interromper as políticas de subsídio à proliferação dessas populações (como programas de transferência de renda e apoio neonatal em regiões carentes) e até mesmo controlar seus avanços (como as políticas de controle de natalidade tão bem sucedidas na Índia e China). “Cada centavo recebido em esmolas contribui para a emissão de gases estufa”.

Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006

Segundo mandato: Lulla lança programa inédito

Iniciativa partiu do próprio presidente para acomodar aliados

O incasável Alto Consuelo,
entusiasta do Saci-pererê

DA REPORTAGEM LOCAL

O sorridente reeleito, Luiz Lulla, lançou nesta segunda-feira (13) um programa inovador para acomodar aliados. Trata-se do “Presidente por um dia”. O primeiro sorteio contemplou Alto Consuelo.

“Ou seja, a gente estamos dando uma chancha pro pessoal”, explanou Lulla. O presidente confidenciou, meio encabulado, que a idéia partir dele mesmo. “Minha equipe somente deu os retoques finais”, disse, em brilhante recuperação gramatical.

Consuelo já tem experiência em presidir, com competência, um dos poderes da República, a Câmara dos Despudorados. Agora, no comando o país por 24h, propõe mudanças radicais.

A Primeira Vítima apurou que seu primeiro ato como presidente será adotar como símbolo oficial da nação o Saci-pererê. Consuelo é autor da lei que institui uma data para o cujo, 31 de outubro.

Alto nega que seja uma ficção de sua parte. “Temos de dar o exemplo a nossa juventude. A classe política é tida e havida como constituída de pessoas sem escrúpulos. Portanto a adoção do Saci-pererê como símbolo é fundamental para nação”, explicou.

A reportagem manifestou descontentamento com a argumentação do novo presidente. Consuelo, então, retomou o pensamento. “Veja bem, o Saci é um dos sujeitos mais honestos de nossa história.” Como assim? “Em briga de Saci não tem rasteira”, filosofou.

Sábado, 4 de Novembro de 2006

Governo palestino transfere capital para Tel-Aviv

PuCC dará curso sobre governabilidade e terrorismo atrás das grades para ministros presos em Israel

DO ENVIADO ESPECIAL AO RAMADAN

O presidente da Auto-rivalidade Nacional Palestina (ArNP), Muhamad Allá, aprovou uma lei que transfere a capital palestina para Tel-Aviv. A medida foi anunciada após a prisão do ministro palestino do Terrorismo Público, Rah Madan por tropas israelenses em Ramallah.

“Já que o primeiro escalão do nosso governo foi capturado por Israel e confinado juntamente com três quartos dos nossos deputados em prisões de Tel-Aviv, fica mais fácil governar de lá mesmo”, expressou uma liderança da Brigada dos Mártires de Habbib’s, que preferiu não se identificar nem se explodir.

Experiência de gerenciamento brasileiro
Representantes comerciais da facção criminosa Primeiro e único Comando da Capital (PuCC) já iniciaram contatos com o governo palestino após o anúncio. Eles negociam um
curso para troca de know-how sobre práticas de governabilidade e terrorismo sustentável atrás das grades. Um release do PuCC pichado num muro de Santo Amaro aponta que “em troca da nossa experiência de governo e resistência política contra a opressão”, a facção terrorista negociará a instalação de homens-bomba do Hamas nas principais delegacias paulistanas.

Sábado, 28 de Outubro de 2006

ELEIÇÕES 2006: Encheu o caso, mas já estou com saudades

Um pensador
Um trabalhador coerente
Um socialista coerente
O melhor amigo do homem
Um aeroporto em Cuiabá
Um só coração

Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006

ELEIÇÕES 2006: Globu muda formato de debate

Emissara nega plágio e tentativa de sabotagem

Acima, a prova irrefutável do plágio negado;
abaixo, Lulla e o Gerardo se pegando em idéias
para um Brasil melhor, mais digno e mais justo

DO ENVIADO ESPECIAL AO PROJACSON

Temendo uma queda histórica na audiência, a Rede Globu decidiu mudar o formato do debate da noite desta sexta-feira (27). A emissora vai copiar na caradura idéia lançada pel’A Primeira Vítima: a jaula da destruição.

Analistas de risco da Globu perceberam que o atual formato está esgotado. Querem mais realismo e emoção. Daí, optarem pelo plágio. Um diretor-executivo, que pediu anonimato, recebeu a reportagem de A Primeira em sua sala, ao lado da presidência, para dar detalhes.

“Estamos, sim, muito preocupados, mas não bota isso não. É que nosso maior público, gente bonita, alegre e de bem-com-a-vida, geralmente sai às sextas-feiras. E ainda tem a concorrência daquele programa que dá pânico na audiência. Não tivemos escolha.”

Ele negou ainda que o
novo portal do grupo tenha copiado ao layout de A Primeira Vítima. “Nós nunca copiamos nada, apenas melhoramos as idéias alheias”, argumentou, num claro sinal de falta de humildade. Magoou.

O diretor-executivo, que, diga-se, tem uma secretária muito gostosa, rechaçou também que a rede esteja sabotando A Primeira Vítima tentando contratar jornalistas da equipe. “Isso jamais passou pela nossa cabeça”, ironizou.

Quarta-feira, 25 de Outubro de 2006

ELEIÇÕES 2006: Gerardo não larga o osso e vai acumular presidências

Muito motivado, o Gerardo afirma: "Vamos trabalhar"

DE UM BANHEIRO PÚBLICO

Extremamente confiante, Gerardo Aidemim anunciou nesta quarta-feira (25) que, além da presidente da República, ele também estará à frente (se é que isso é possível) do PSDBr (Partido do Somos Demais para o Brasil).

Conhecido nacionalmente pelo seu jeito poodle de ser, o presidenciável também está de olho nas eleições de seu condomínio. “Vamos trabalhar; vamos trabalhar”, inovou. Nesse momento, o único assessor ainda com ele abandonou o cargo.

A leitura dessa matéria lhe dá o direito de concorrer a uma camiseta exclusiva de A Primeira Vítima, autografada pelo Gerardo. Para isso, basta postar um comentário elogioso, ou se quiser, muito elogioso, sobre esse maravilho texto.

Pesquisas, ah, pesquisas
O Gerardo deu de ombro ao tomar conhecimento dos resultados dos últimos levantamentos de intenção de voto. “Eu confio no
DataVítima, que me indica com 75% dos votos”. Aquele assessor voltou e entregou o cheque ao repórter.

O Gê adiantou com exclusividade algumas de suas primeiras ações como presidente do... PSDBr. “Temos de mudar tudo: do figurino [nessa, ele lembrou de sua adorável esposa, que curte um vestidinho], ao logotipo. Esse papo de abutre eu achei bacana!”

Visivelmente emocionado, o presidenciável agradeceu À Primeira Vítima por conceder espaço a ele para dizer o que bem entendesse. “Vocês foram incrivelmente caros comigo. Muito obrigado, meus caros”, sapecou.

Sábado, 21 de Outubro de 2006

Lulla lidera intenção de “votos e vetos” com 3%; Zeraldo cai para -39%

Nova pesquisa do DataVítima utiliza os “vetos”, ou votos negativos

DO INSTITUTO DATAVÍTIMA

A nova pesquisa DataVítima, divulgada no Jornal Hoje deste sábado, aponta que Lulla Inácio “Luis” da Silva segue na frente do segundo turno com mais de 40 pontos percentuais na frente de Zeraldo Aidemin. O atual presidente tem 3% da intenção de votos, enquanto o ex-governador paulistano caiu para -39%.

A pesquisa é a primeira a levar em consideração o
novo sistema de votação, alterado pelo TrSE (Tribunal do Saco Escrotal) na quinta-feira. No segundo turno, o eleitor pode “votar” no candidato que preferir ou “vetar” o que odiar. Um veto funciona como “-1 voto”, ou seja, um voto negativo, que anula outro voto desse candidato.

Analistas do Instituto de Pesquisa DataVítima apontam que o elevado número de "vetos negativos" - quase duas vezes superior ao dos "votos positivos" - mostra que a decisão do TrSE foi acertada e já recebeu respaldo popular.

Contagem de votos e vetos
Para a elaboração da nova pesquisa, foi criada uma revolucionária metodologia de entrevista de eleitores:
- Pesquisadores apresentavam aos entrevistados dois cartões, um com a foto do candidato Lulla e outro com a de Zeraldo.
- Se o candidato apontasse para um deles, era considerado um “voto positivo” para o candidato.
- Se ele rasgasse uma das fotos, era computado um “veto negativo” para o candidato cuja foto foi destruída.
- Se o entrevistado rasgasse as duas, saísse correndo ou começasse a chorar, seu voto era considerado como nulo, branco ou indeciso, respectivamente.

Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

No segundo turno, eleitor poderá votar a favor ou contra Aidemin ou Lulla

TSE: “Além do ‘voto’ haverá também o ‘veto’, para que o eleitor possa expressar democraticamente sua verdadeira vontade”
DA URNA ELEITORAL

O TSE (Tribunal do Saco Escrotal) surpreendeu hoje ao anunciar mudanças no processo de eleição a menos de duas semanas do pleito. “Decidimos instituir uma nova modalidade de voto: o veto”, bocejou o presidente do TSE Mário Eurélio Gracinha.

“O eleitor terá agora a oportunidade de ‘votar contra’ um candidato, usando o ‘veto’ em vez do ‘voto’”, espreguiçou o ministro. Um “veto” vale “-1 voto”, ou seja, anula um voto do candidato que o eleitor pretende vetar.

Segundo Mário Eurélio, a mudança foi motivada porque o segundo turno deixou poucas escolhas para os eleitores. “O eleitor só pode votar em branco, anular, ou pior, votar num daqueles dois. Esse cerceamento da liberdade de opção não é democrático. Com o veto, o eleitor pode expressar democraticamente sua verdadeira vontade”, pestanejou. Com o novo sistema, o vencedor da eleição será o candidato que receber o maior número de votos válidos ou o menor número negativo de votos - caso o número de vetos supere o de votos.

Ex-Vote
Para que a mudança de regra possa ser aplicada ainda nessa eleição, o TSE contratou a empresa Ex-Vote, que atualmente conduz o animado processo eleitoral equatoriano, para fazer a reformulação das urnas eletrônicas. “Optamos por uma empresa brasileira, que não desiste nunca”, concluiu Gracinha, numa referência à velocidade de ação da companhia.

O Sindicato de Mesários, Secretários e Presidentes de Mesa Eleitoral (Sindimesa) protestou contra a medida – que pode causar atrasos e confusão de eleitores – e aprovou um indicativo de greve geral a partir de novembro contra a nova lei.

ELEIÇÕES 2006: O fiel da balança

A Central Jornalística d'A Primeira Vítima descobriu o fenômeno que explica o bom desempenho de Gerardo Alquimim nas últimas pesquisas eleitorais. Utilizando um "detector de encosto" para analisar as fotos do candidato abutre, encontramos os seguintes resultados:

Foto 1 - Sem o detector


Foto 2 - Com o detector


Como já vimos aqui neste blog,Antuni Menininho ensinou tudo sobre política!

E Alquimim aprendeu direitinho!

Nota da Redação: O título desta matéria, "O fiel da balança", não tem nenhuma ligação com o fato de Menininho ser evangélico e gordo.

ELEIÇÕES 2006: Aidemim tem 75% das intenções

Levantamento aponta liderança inquestionável do Gerardo

DA REPORTAGEM LOCAL

Pesquisa DataVítima revela que o Gerardo Aidemim tem esmagadora maioria das intenções de voto. Ele recebe 75% das indicações, segundo o mais recente levantamento do instituto. Seu adversário tem 25%.

O presidente do instituto, Numsei de Nada Mor Horelhãns, comentou a pesquisa. “A gente sempre achou que Aidemim mandava bem. Restava provar.” Ele nega que o estudo tenha sido produzido de forma enviesada. “Cumprimos todas as recomendações... científicas”, argumentou.

“A metodologia é inovadora. Perguntamos a quatro pessoas: ‘Aqui é o comitê de quem?’ A galera respondia certinho. Porém um dos entrevistados foi irônico, falando que era do Lulla. Daí a menção ao adversário”, explicou Numsei de Nada, demonstrando um certo desconforto.

Moral elevado
O presidente do DataVítima foi às lágrimas ao comentar as outras pesquisas feitas pela concorrência. Os levantamentos apontam o Gerardo lá trás, em franca descendência. “Trata-se de um pessoal sem coração. Eles não respeitam os sentimentos do Gê.” O zunzum foi geral.

De Nada Mor Horelhãns fez questão de ressaltar (ele estava batendo o pezinho nesse momento) que a iniciativa de divulgar a pesquisa nesta terça-feira não é uma tentativa de amenizar o efeito de outros levantamentos.

“Não é porque acreditamos no Gerardo, votamos no Gerardo e militamos também para o Gerardo que se deve desqualificar a pesquisa. Foi um presentinho para elevar o moral da campanha. Uma coisa singela”, sussurrou.

A pesquisa foi realizada cinco minutos depois da divulgação do último estudo revelando queda da candidatura abutre, carinhosa alcunha de integrantes do PSDBr (Partido dos Somos Demais para o Brasil). Ainda não se sabe se será registrada na Justiça Eleitoreira. Precisa?

Terça-feira, 17 de Outubro de 2006

CIAA: “Existem armas de destruição de massa no Iraque... digo, Coréia do Norte”

Relatório sobre armas de destruição e massa no Iraque continha “somente pequenas incorreções geográficas”

Mapa com nomes trocados levou à confusão entre países do Eixo do Mal

DA EDITORIA INTERNACIONAL

“A guerra do Iraque não foi um erro... foi só uma confusão. Mas já vamos reparar esse engano.” Com essa afirmação bombástica, o chefe da seção de releases da Central de Inteligência Artificial Americana explicou que a intromissão militar americana no Iraque buscava, na verdade, as armas nucleares da Coréia do Norte. “Por um erro na reprodução de um mapa, acabamos trocando os nomes”, justificou.

“Enviamos agentes de campo à Coréia para averiguar a capacidade do programa nuclear coreano, mas o fax veio um pouco ruim e acabamos confundindo ‘North Korea’ [Coréia do Norte, em inglês] com ‘Iraq’ [Iraque], porque os nomes, assim como os países, são um pouco parecidos”, afirma o release.

Um oficial da agência americana, que preferiu nem se identificar, explicou que “Às vezes o pessoal aqui escreve ‘Iraq’ com ‘K’ e ‘Korea’ com ‘C’... e os dois têm ‘R’ no meio... é um erro compreensível e comum”.

Após a declaração da CIAA, o estagiário responsável pela revisão gráfica dos mapas norte-coreanos na época da invasão do Iraque, I-uan Pyongyangnotti, afirmou que “gostaria de pedir desculpa por meu equívoco aos iranianos [sic] por esse dano colateral, e rogar para que a justiça divina seja finalmente levada à ditadura que governa com mão de ferro a Coréia do Sul”.

Quinta-feira, 12 de Outubro de 2006

ELEIÇÕES 2006: Gerardo contrata Ladinho

Apresentador não vê a hora de estrear

DA REPORTAGEM LOCAL

O futuro ex-presidenciável Gerardo Aidemim deu mais um passo decisivo para conquistar o Planalto (e por que não a planície e outros relevos brazucas). Ele contratou o apresentador Ladinho (SBTl) para comandar o seu programa eleitoral que estréia hoje (12).

“O objetivo é se aproximar cada vez mais das camadas populares, filão em que temos certa dificuldade de transmitir nossa mensagem”, confessou o Gerardo, que tenta emplacar mais quatro aninhos pelo Partido Somos Demais para o Brasil (PSDBr).

O abutre – ave símbolo do partido e forma carinhosa como são tratados os membros do PSDBr – frisou que a idéia é também manter o alto nível da disputa. “Não tenho dúvidas de que será um sucesso!”, empolgou-se Aidemim.

Ladinho disse que tem “café no bule” – expressão dita à exaustão por ele, mas sem o menor sentido. Ele já adiantou as principais atrações: DNA em dossiê, um quadro sobre desaparecidos de legendas opositoras e muito jingle brega.

O apresentador se mostrou cauteloso quando questionado se irá se valer de figuras bizarras. Trata-se de uma das características mais fortes de suas apresentações. Num momento de rara sinceridade, mandou essa: “Já basta o Gerardo”.

Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006

ELEIÇÕES 2006: Racha no PSBê opõe Nário Guidi e sindicalista Xinelo

Candidato derrotado ao governo de São Paulo, Guidi vai apoiar Alquimim; Xinelo defende reeleição de Lulla

DIRETO DE SANTOS (SP), com hipercodificação de Mara Domingues Gomes (colaborou professor Disseu Lopes)

Guidi e Xinelo: união fraternal do 1º turno acabou em separação litigiosa

O casamento político do candidato a governador Nário Luiz Guidi (PSBê) e do sindicalista Xinelo, que concorreu a uma vaga para deputado federal pelo mesmo partido, acabou em litígio na manhã desta quarta-feira. Contrariando o posicionamento do PSBê, que apóia a reeleição de Lulla, Guidi optou por apoiar Gerardo Alquimim no segundo turno da disputa presidencial. “Fui professor e sindicalista a vida inteira, e não cheguei a lugar nenhum. Quem sabe como neoliberal eu não me dou melhor”, justificou Guidi, que obteve 39.857 votos na disputa pelo governo de São Paulo e agora pleiteia uma vaguinha em Brasília (DF).

“A maioria das personalidades que apoiou o Nário na campanha para o governo de São Paulo está indignada com essa mudança de postura, que pode ser decisiva para a virada de Alquimim”, disse o sindicalista Xinelo, importante liderança do PSBê na região de Santos (SP) e principal cabo eleitoral de Guidi. Como candidato a deputado federal, Xinelo conquistou 21.927 votos, mais da metade do que Guidi obteve para governador.

“Não queremos fazer ameaças, não somos disso, mas o Guidi traiu seu grande contingente de eleitores e amigos, e deve tomar cuidado”, disse uma importante e famosa personalidade-liderança do PSBê no Vale do Ribeira, que preferiu não se identificar com medo de represálias.

A ex-prefeita Luize Erudita, deputada federal mais votada do PSBê em São Paulo, minimizou o posicionamento distinto dos correligionários. “Hoje mesmo vou convidar o Guidi e o Xinelo para tomar um café com pão de queijo no meu apartamento de 30 metros quadrados, único bem que acumulei quando fui prefeita, e tudo se resolverá”, disse a deputada, aproveitando sua semelhança com a bonachona vovó da rede de lanchonetes especializada no quitute mineiro.

Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006

Debate: Alquimim vomita números em cadeia nacional

Ex-governador subiu o tom de voz, passou mal e deu trabalho para a equipe de limpeza

DOS ESTÚDIOS DO SABADAÇO

O primeiro debate do segundo turno da corrida presidencial foi marcado pela escatologia e quase termina em tragédia. Preocupado em alterar sua costumeira tranqüilidade, o ex-governador paulista Gerardo Alquimim iniciou o programa atacando o presidente Lulla. Com a voz inflamada, punho em riste e fazendo biquinho,Gerardo entrou em parafuso depois que Lulla disse não saber nada de nada de nada de nada.

“Pois saiba, senhor presidente, que no meu governo eu sei tudo o que aconteceu. Nos quase oito anos foram gastos seiscentos e quarenta rolos de papel higiênico, foram consumidos 503.000 grãos de arroz e 1.700 litros de água foram redirecionados para a descarga. Eu e a Dona Jú fizemos sexo por 11 vezes, minha filha vendeu 1.603 peças de roupa na Dasloo e meu filho cabulou 530 aulas na faculdade”.

Prosseguindo neste ritmo pelos 15 minutos seguintes, Alquimim passou mal, chamou o Hugo e logo os números começaram a transbordar pelo estúdio, o que obrigou o mediador do debate, jornalista Boechato, a pedir a entrada da equipe de limpeza. Boechato pediu também que as famílias retirassem as crianças da sala e encerrou o primeiro bloco, chamando os comerciais.

Na volta do intervalo, com Gerardo já recomposto, a equipe de produção informou ao presidenciável tucano que ele havia entrado para o livro dos recordes, com 873 citações numéricas em menos de 15 minutos. Gerardo agradeceu a premiação e emendou: “este é o décimo ano consecutivo das minhas quase seis décadas de vida em que sou premiado. No total deste período, composto por 120 meses e 40 diferentes estações do ano, foram oito condecorações, sete homenagens e cinco convites para festas de formatura”, disse o ex-governador, mostrando estar recuperado.

Nos demais blocos do programa, o tucano ainda insistiu em colocar Lulla contra a parede com perguntas numéricas. “Quanto é sete vezes oito? E oito vezes nove?”. Depois de consultar suas anotações, Lulla mostrou que tabuada não é mesmo seu forte e preferiu falar sobre o Bolsa-Família, as privatizações e sobre o fusquinha do Sindicato dos Metalúrgicos.

Papagaio de pirata e Dia das Bruxas
O vereador tucano Dalson Tilvano ganhou o prêmio papagaio de pirata do debate, depois de tentar aparecer por mais de 20 vezes para as câmeras. Já a ex-prefeita de São Paulo Morta Bistury também foi uma das atrações da noite. Ela antecipou-se aos jornalistas de moda e mostrou seu look com máscara deformada à la Amaral (um olho quase fechado) que usará no Dia das Bruxas. Cada vez mais linda!

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